Foto: Amannda Oliveira
O cantor e compositor Paulo Rafael dos Santos Leite, conhecido como O MAGO, lança neste sábado,  26 de maio o seu primeiro EP " Minha Raízes". O lançamento acontece no coreto da Praça da Bandeira, à partir das 18h e contará com as presenças do Maracatu Baque Mulher, Boi Maracatu, Coco Trupé de Arcoverde, Coco Pisada Segura, Cultura Urbana, Bandeira de Cristo e Galera do Rap. No EP consta a música " Vou Morar em Arcoverde" que lançou o Mago em carreira solo, no Festival da Canção Popular de 2017, "De onde vim" escritas pelo Mago e " Bote Fé" de autoria de Lula Moreira.

Confira a capa e a contra capa do EP:


 O Blog Falando Francamente é um dos patrocinadores do EP com muita alegria e estará no lançamento neste sábado.

Amannda Oliveira

Foto: Assessoria Luciana Santos
O Tribunal Superior Eleitoral decidiu na noite da última terça-feira (22), que os partidos devem destinar 30% do Fundo Eleitoral para candidaturas de mulheres. O mesmo percentual deve ser observado na distribuição do tempo de propaganda de rádio e televisão. A decisão respondeu a consulta feita pela bancada feminina em documento assinado por 14 representantes de 6 partidos, entre eles o PCdoB 

"É uma vitória significativa na nossa luta pela superação da desigualdade histórica que enfrentamos para a representação feminina nos espaços de poder", afirmou a deputada Luciana Santos, presidente do PCdoB.

Estimado em R$ 1,7 bilhão, o Fundo Eleitoral foi criado pela lei 13.487/2017 para ser aplicado nas eleições. Ele não se confunde com o chamado Fundo Partidário, estimado em R$ 888,7 milhões e aplicado para custear as atividades partidárias. O Supremo Tribunal Federal já havia se pronunciado, este ano, pela divisão proporcional do Fundo Partidário. Provocado pelas parlamentares, o Tribunal Superior Eleitoral seguiu a relatora Rosa Weber e o parecer da Procuradora Geral, Raquel Dodge, estendendo a proporcionalidade em relação a gênero também para o Fundo Eleitoral.

Amannda Oliveira

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (23), o projeto de lei (PLS 197/2014) que facilita a aplicação de medidas protetivas contra agressores de mulheres. 
O afastamento do lar ou a prisão preventiva vão poder ser decretas independentemente da existência de inquérito policial ou processo penal. 
A proposta muda a Lei Maria da Penha. O relator do projeto, senador Humberto Costa (PT-PE), decidiu incluir os delegados de polícia entre as autoridades que podem pedir a aplicação imediata das medidas protetivas. E na ausência do delegado, qualquer policial civil ou militar poderá solicitar a proteção. 

Maurício de Santi, da Rádio Senado - Informações  Agência Senado


“A gente quando fica velha, vira empregada doméstica da família. Fica em casa cuidando de tudo e até dos netos. Mas desde que eu comecei a frequentar a Casa 60 +, minha vida mudou. Aqui é muita diversão. Deixo a tristeza em casa e venho se alegrar aqui”. Este é o depoimento de Miriam Coqueiro Barros, usuária da Casa 60+ da Prefeitura de Arcoverde.
Na manhã desta quinta-feira, 24, as pessoas idosas que frequentam a Casa dançaram, cantaram e lancharam. Elas se divertiram muito junto com os estudantes do curso de Psicologia da Autarquia do Ensino Superior de Arcoverde – Aesa Cesa. Foi a festa de encerramento do estágio em que foram trabalhados temas como sexualidade; os vários tipos de amor; autoestima; e psicomotricidade.
O estágio dos estudantes de Psicologia da Aesa/Cesa está sendo realizado semestralmente, desde que o curso começou. Desta vez, participaram 24 alunos do 4º período que compareciam uma vez por semana na Casa 60+ e através de oficinas de músicas, danças e rodas de discussões trabalhavam os temas supracitados.

A estudante Elaine Moraes explica que foram trabalhadas as fases infantis, adolescência e adulta. “Discutimos a questão da depressão senil e da sexualidade na idade madura, sempre de uma forma leve e alegre. A gente percebe que depois, eles saem mais motivados e com a autoestima resgatada. Colocamos em prática o que aprendemos teoricamente”.
A secretária de Assistência Social, Zulmira Cavalcanti, destaca a importância da parceria com a Aesa Cesa, que promoveu momentos de integração e discussão. “Nos faz perceber que estamos no caminho certo: o da inclusão social da pessoa idosa, que proporciona a quebra de barreiras e preconceitos”, diz.
Atualmente a Casa 60+ que funciona na Rua Leonardo Couto (antiga Rua Velha) atende a mais de 100 pessoas, mas está aberta para novos usuários. Os interessados devem ir à sede ou entrar em contato com a coordenadora Cláudia Freitas Baltazar (87) 9.9951-1078. Outras informações pelo telefone da Secretaria de Assistência Social (87) 3821-9015 ou 3821-9016.
ASCOM

A Prefeitura Municipal de Arcoverde, informa que,  em virtude dos protestos e interdições que estão ocorrendo nas rodovias brasileiras, o transporte escolar está sendo oferecido parcialmente no município.

Foto: David Mayer 
O serviço parcial é temporário, tendo em vista a falta de combustíveis nos postos para o abastecimento dos ônibus. Porém, caso a situação de fornecimento não for resolvida, o SERVIÇO DE TRANSPORTE ESCOLAR ESTARÁ SUSPENSO TEMPORARIAMENTE.
A Prefeitura de Arcoverde informa ainda que as aulas nas escolas da Rede Municipal de Educação estarão suspensas tempostáriamente a partir desta sexta-feira, 25 de maio. Apenas os serviços de urgência, como a utilização de ambulâncias, continuam em funcionamento normal, enquanto houver combustível disponível para o atendimento aos pacientes.
Contamos com a compreensão de todos e esperamos, em breve, retornar com o transporte escolar normalmente para os nossos estudantes.
ASCOM


Os forrozeiros Mazinho de Arcoverde, Wagner Carvalho, Márcia Lima, Eduardo Moreno, Manoelzinho do Acordeon, Kléber Araújo, Gilmar Leite, Quinteto Sala de Reboco e a Banda Raízes do Mandacarú, serão as atrações do Décimo Quinto Forrobodó dos Arcoverdenses Residentes no Recife, a ser realizado no dia 26 deste mês, a partir das 22 horas, na casa de shows Sala de Reboco, na rua Gregório Júnior, 264, no bairro do Cordeiro. 

O naipe de forrozeiros que passarão pelo palco da Sala de Reboco já garante que a festa contemplará o melhor do forró de pé-de-serra, mesclando artistas interioranos com forrozeiros da Capital do Estado. A abertura da festa será feita pelo sanfoneiro recifense Gilmar Leite e banda e, na sequência, o Quinteto Sala de Reboco assume o comando da festança, acompanhando os demais artistas que animarão o salão até o raiar do dia. 

A noitada de forró dos interioranos, além do lançamento dos novos trabalhos fonográficos dos artistas que irão participar da festa, marcará também o lançamento da Oitava Caminhada do Forró de Arcoverde, a ser realizada no dia 23 de junho, em Arcoverde, com a participação de dezenas de sanfoneiros, atraindo mais de 15 mil pessoas, incluindo os turistas que anualmente escolhem a cidade para festejar o São João. 

Lançamento da VIII Caminhada do Forró de Arcoverde 

A Caminhada do Forró de Arcoverde, evento criado pelo COCAR - Coletivo Cultural de Arcoverde, nasceu da necessidade de contribuir com os festejos juninos de Arcoverde, proporcionando aos forrozeiros da terra e aos visitantes, oportunidade de alegria e diversão durante o dia. 

A caminhada que este ano acontecerá no dia 23 de junho, consiste em um cortejo animado por dezenas de músicos forrozeiros, que percorre as principais ruas do centro da cidade e termina no pátio da feira do Centro Comercial de Arcoverde - CECORA, com apresentações musicais. 

Com participação de pessoas vestidas de trajes típicos e a presença dos principais personagens que compõem os folguedos de Arcoverde, o ponto de concentração da VIII Caminhada do Forró será em frente ao prédio da antiga estação ferroviária, a partir das 10 horas da manhã do dia 23 de junho. O maior cortejo junino do Brasil terá início a partir das 12 horas, percorrendo as principais ruas da cidade com destino ao pátio da feira do Centro Comercial de Arcoverde - CECORA, onde a partir das 14 horas, iniciarão grandes shows com artistas da cidade e convidados, que garantem a execução do melhor do repertório do forró pé de serra, até o início da noite. Lá o folião encontrará também uma infraestrutura de bares e barracas que servem comidas e bebidas tradicionais do ciclo junino.. 

Cidade conhecida como a “Porteira do Sertão”, Arcoverde localiza-se a 250 Km do Recife e tem a festa de São João como o ciclo cultural e turístico de maior relevância, o que lhe garante a posição de segundo maior polo junino de Pernambuco. 

Vale a pena ressaltar que os festejos juninos de Arcoverde se destacam pela diversidade de atrações e pelo número de turistas que recebe durante o seu transcurso, contando com dez polos oficiais de animação. 

A caminhada do forró se situa nesse contexto como uma grande celebração cultural. Aboiadores, violeiros, brincantes, músicos, grupos culturais e artistas em geral participam da concentração do evento, que tem início às 10 horas, nas proximidades da Estação da Cultura (antiga Estação Ferroviária) e seguem em cortejo até a feira, onde a festa continua até o final da tarde. 

SERVIÇO: 

XV Forrobodó dos Arcoverdenses em Recife 
Onde: Casa de Forró Sala de Reboco, Rua Gregório Júnior, 264, no bairro do Cordeiro 
Quando: dia 26/5, sábado, a partir das 22h 
INGRESSOS ANTECIPADOS R$ 10,00:
Mercado da Boa Vista, Roberto Bar, Box 18 
Mercado da Madalena, Canto Sertanejo, Box 15 
Passa Disco, Galeria Hora Center, Rua da Hora, 345, Espinheiro

Informações: COCAR

A Secretaria de Educação informou há pouco que as aulas da Rede Municipal de Ensino de Garanhuns serão suspensas nesta quinta (24) e sexta (25). De acordo com a secretária de educação, Eliane Vilar, sessenta por cento dos professores são de fora e estão comunicando que não podem chegar.  "Os alunos precisam de transporte para chegar às escolas da sede. Menos da metade chega sem o transporte. No campo os professores não chegam por não terem gasolina. O grupo de gestores e a direção de ensino conversaram e resolvemos que as aulas seriam suspensas até a sexta", reforçou a gestora da pasta.

Ainda de acordo com a Seduc, essas aulas serão repostas posteriormente.

ASCOM



CIDADE MULHER

Ígor Cardoso

Há alguns anos, ao conversar com um amigo de minha faixa etária sobre a História de Garanhuns e explicar-lhe quem havia sido Simoa Gomes – designação de avenida, de escola e até de estabelecimentos comerciais na terrinha –, quase caí para trás quando ele afirmou que sempre pensara haver tal nome sido registrado por engano cidade afora, tratando-se, em verdade, de alusão a “algum Simão importante”.
Não, eu lhe disse: nossa terra foi fundada por uma mulher – sim, por uma mulher, e não por uma mulher qualquer! Até no nome ela era especial e ímpar: quem, afinal, já ouviu falar de alguma outra Simoa na História do Brasil? Em seguida, ao descrever-lhe os memoráveis feitos da matriarca em pleno Setecentos – Simoa nasceu em 1693 e faleceu em 1763 –, foi esse meu amigo quem quase caiu para trás, deixando, inclusive, transparecer algum ceticismo em relação ao que ouvia.
Infelizmente, não era a juventude a razão do comentário dele. Alfredo Vieira, ao referir-se à fundadora em seu ótimo “Garanhuns do meu Tempo”, já a tinha por “Simões Gomes”, restando investigar se por desconhecimento ou por descuido; e mesmo o caruaruense Nelson Barbalho, inteirado de sua existência e de sua trajetória, tomava-a por incapaz de haver obrado tudo quanto a ela se atribui, por se tratar de “uma mulher jovem, analfabeta e muito inexperiente”, imputando seu protagonismo a bairrismo ou exagero de garanhuense.
Sobre Simoa, já tive oportunidade de publicar o artigo “Simoa Gomes de Azevedo: a Mulher e o Mito”, veiculado no nº. 10 da Revista de História Municipal do CEHM, em 2014; bem como de conferenciar em três palestras realizadas em 2015, duas por ocasião do “Dia de Garanhuns” (10 de março), na Câmara de Vereadores e no Instituto Histórico, Geográfico e Cultural, e outra para o decano Clube Lítero-Recreativo Brasil-Estados Unidos, tradicional agremiação garanhuense integrada só por mulheres.
Neta do bandeirante paulista Domingos Jorge Velho, encarregado de aniquilar o longevo Quilombo dos Palmares, e nascida da união de um paulista, filho daquele bandeirante, com uma índia guará-anum, cuja história “não registrou o nome”; já nos é dado encontrar a uma jovem Simoa de 18 anos a alforriar, em seu Sítio do Garcia, embrião da povoação dos Garanhuns – propriedade cuja sede se situava na parte oeste da atual Av. Santo Antônio, nas imediações do Espaço Cultural Luís Jardim, e onde a fundadora residia com o esposo Manoel e com os filhos Valério e Bertoleza – à cativa Domingas, entre outras. Isso em 1711 – quase dois séculos antes do ato da Princesa Isabel!
Casal abastadíssimo, pouco depois, Manoel e Simoa ergueram a primitiva capela de Santo Antônio, pavimentando o caminho para a consolidação do arruado em torno do rústico templo – bem como do julgado, o núcleo judiciário que então já ali funcionava. Se as posses materiais do par abundavam, a saúde de Manoel, porém, era frágil, e, aos precoces trinta e poucos anos, Simoa se viu surpreendida pela viuvez.
Incrivelmente, é doravante, agindo com altivez e desenvoltura em meio aos varões da elite local, que sua biografia se agiganta ainda mais. Encontramo-la despachando com as autoridades da Vila do Penedo; presidindo a necessária reconstrução da capelinha; e, com vistas a elevar o curato de Santo Antônio à condição de freguesia (ou paróquia), destacando do Garcia o Sítio da Cruz, que ofereceria, em 1756, à Irmandade das Almas – vale lembrar que, sob o regime do Padroado, doar à Igreja significava doar ao Estado –, ato, este último, que a imortalizaria, porquanto tal doação possibilitaria o desenvolvimento da cidade não em terras privadas, senão públicas.
Em seus oitenta anos de vida, tudo fez Simoa para que, nos Garanhuns, surgisse e medrasse uma povoação, funcionasse um núcleo judiciário e um eclesiástico, e, quiçá, viesse a ser criada uma vila, a precursora municipalidade da região. E, durante meio século, a “estadista do Ararobá” – como era conhecido o atual Agreste pernambucano –, essa incrível mulher setecentista, caso raríssimo de protagonismo feminino nos tempos coloniais e no interior da colônia, agiu sozinha, liderando os contemporâneos do sexo oposto.
Ora, assim como Duarte Coelho emprestou aos pernambucanos de sua “Nova Lusitânia” o arrojo e a ousadia que lhe eram próprios; assim como Maurício de Nassau, ao forjar sua cosmopolita “Maurícia”, imprimiu ao Recife definitivos ares e foros de Capital; e assim como o visionário Dom Malan converteu Petrolina na “Terra dos Impossíveis”, impregnando seu “pensar grande” nos ribeirinhos sertanejos; também a mameluca de sangue paulista e cariri transmitiu à sua terra seu espírito de “mulher pioneira, síntese da brasilidade”.
Certa vez, em bate-papo com uma simpática cabeleireira natural de Blumenau-SC, comentávamos justamente sobre lugares de origem, razões de mudança e saudades, quando ela, ao ouvir a palavra “Garanhuns”, vibrou de entusiasmo: “Nossa, você é de lá!? Estive lá recentemente e voltei encantada! Que lugar lindo, limpo, um charme... E o friozinho!? Recordei muito as nossas cidades do Sul! Nunca tinha visto nada igual por aqui, pelo Nordeste! Como pode sua cidade ser assim!?”
Àquele tempo, por mais que eu já soubesse que a graciosidade da “Cidade das Flores” era obra de muitas mãos e de muitos séculos, não me contive: “É porque ela foi fundada por uma mulher! O bom gosto e a sensibilidade femininos nos acompanham desde o comecinho...”
É pena que muitos garanhuenses desconheçam sua História, ignorem eu nem digo a biografia e seus detalhes, porém a própria existência de nossa fundadora – ainda que o nome dela reverbere até na voz de Luiz Gonzaga: “Garanhuns, Terra de Simoa; Garanhuns, que terrinha boa; Garanhuns, onde o Nordeste garoa...” É pena que alguns garanhuenses cheguem ao absurdo de vandalizar o busto da mulher, da inigualável mulher, que plantou a semente a qual, hoje, todos nós colhemos – nós, que nascemos nestas suas terras do Garcia, da Cruz, dos Garanhuns.
Por felicidade, nem tudo são lágrimas de garoa na ancestral e poética “Terra de Simoa”. Ruber van der Linden, nosso genial cientista, preocupou-se em homenageá-la com uma das principais avenidas do bairro que projetou (Heliópolis) sob encomenda do prefeito Euclides Dourado; e, décadas mais tarde, a generosidade de algumas das “herdeiras espirituais” de Simoa, as integrantes do Clube Lítero-Recreativo ao qual me referi, legou à cidade o busto que adorna a referida via, contando, para tanto, com o irrestrito apoio do então secretário de Cultura do município, Givaldo Calado de Freitas.
A propósito de “herdeiras espirituais”, Alberto da Silva Rêgo, no capítulo dedicado “À Mulher Garanhuense” de seu clássico “Os Aldeões de Garanhuns”, já ratificava a afirmação do professor João de Deus de Oliveira Dias de que “Simoa Gomes de Azevedo teve outras seguidoras que, não montadas em corcéis, mas vencendo o receio da crítica e os preconceitos então vigentes, ingressaram e obtiveram êxito nos mais diversos campos do saber”; procurando, à continuação, pintar um vívido panorama de algumas delas.
Em artigo que escrevi para o Dia Internacional da Mulher de 2013, intitulado “Feliz Garanhuns das Mulheres”, amplamente divulgado na internet, procurei chamar atenção para a particularidade da existência de seguidoras que, mais que honrar a atitude pioneira de Simoa, destacaram-se, estadual e nacionalmente, na luta pela própria emancipação feminina. Notáveis “herdeiras” como a jornalista e deputada Cristina Tavares Correia, responsável por boa parte das disposições constitucionais de 1988 que procuraram assegurar a igualdade entre os gêneros; e a professora e escritora Luzilá Gonçalves Ferreira, especialista em Literatura Feminina e autora de “best sellers” protagonizados por grandes mulheres de nossa História.
Aliás, e a título de curiosidade, meu primeiro contato com Luzilá não foi outro senão o de procurar instá-la a redigir, o quanto antes, um romance dedicado a Simoa. Era preciso devolvê-la ao tempo presente, e pessoa mais qualificada a fazê-lo não haveria que a acatada conterrânea. Sob a promessa de que eu a auxiliaria no que me fosse possível, nossa imortal da Academia Pernambucana de Letras aceitou o desafio. Assim, Simoa e Garanhuns ganharam um romance, que já está pronto; e eu ganhei uma dileta amiga.
Fundada por uma mulher, a “Pólis Simoensis” tem alma feminina. Espraia-se por charmosas colinas verdejantes, ornando-se de flores as mais coloridas e exuberantes, sempre perfumada com o cheirinho gostoso do eucalipto. Ela própria é uma flor serrana, uma donzela elegante e vaidosa, que, altaneira, veste-se, anualmente, com uma echarpe de neblina todas as manhãs de inverno. Cidade que adora embelezar-se, mas que também é culta, inteligente e militante, afeita a presidir iniciativas que valorizam a cultura e o intelecto, caso de seu famoso Festival de Inverno.
Apenas em um lugar assim, em uma “Cidade Mulher”, poderiam ter raiado uma Simoa, uma Cristina e uma Luzilá, mas também uma Narcisa Coelho, uma Cecília Rodrigues, uma Luzinette Laporte, entre tantas outras filhas naturais e adotivas. Mulheres ilustres e anônimas, motivo de orgulho para qualquer chão natal, e sobre as quais tornaremos a conversar em oportunidades futuras. Por ora, vou deixando minha reverência a todas as valorosas conterrâneas na pessoa de Simoa Gomes de Azevedo, a primeira garanhuense.

*Ígor Cardoso é escritor da Academia de Letras e pesquisador do Instituto Histórico, Geográfico e Cultural de Garanhuns