A Zona da Mata pernambucana sedia a terceira edição do Festival de Cinema OLAR – Observatório Latino-americano de Realizadoras, entre os dias 11 e 16 de novembro, ocupando salas de cinema, praças públicas e escolas nas cidades de Carpina e Paudalho. Criado em 2020 por Cíntia Lima e Lílian de Alcântara, o projeto traz como tema “Para eso nos juntamos!” para celebrar o trabalho coletivo, reunindo 23 filmes de dez países que destacam a produção audiovisual feita por mulheres e dissidências de gênero na América Latina e Caribe.
A programação gratuita conta com exibições divididas entre a Mostra Referência — dedicada à cineasta peruana María Barea —, a Mostra Competitiva Sara Gómez no CineTeatro Marco Camarotti (Paudalho) e a Mostra Competitiva Abya Yala em sessões ao ar livre na Praça José Otávio (Carpina). O público também poderá participar de debates com realizadoras e pesquisadoras, além de prestigiar feiras de artesanato local e a primeira exibição em Pernambuco do curta-metragem Banho de Choque, gravado na própria região.
No sábado (14), o encerramento do festival contará com a entrega de premiações nas mostras competitivas, destacando troféus produzidos por artistas de Tracunhaém e a concessão do Prêmio Luminor, que garantirá mais de 27 mil dólares em serviços de finalização em estúdio no México para incentivar futuras produções. A noite de encerramento também terá programação cultural com a apresentação musical da DJ Makeda.
Além da exibição de filmes, o evento aposta na formação e inclusão social ao oferecer oficinas gratuitas de atuação e ensaio-colagem, com bolsas para estudantes do interior do estado. A programação encerra-se na segunda-feira (16) com uma sessão exclusiva voltada a alunos da Escola Estadual São José, reforçando o compromisso de aproximar o cinema latino-americano dos estudantes locais.

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