Polícia Federal envia ao STF nova apuração que cita Flávio Bolsonaro por suspeita de lavagem de dinheiro

 

Foto: Vittor Sales

A Polícia Federal (PF) remeteu ao Supremo Tribunal Federal (STF) um procedimento investigativo que cita o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o advogado Willer Tomaz. Distribuído ao ministro Alexandre de Moraes, o caso teve origem na primeira instância da Justiça no Rio Grande do Sul em apuração sobre plataformas de pagamentos digitais e do setor de apostas. Diante da identificação de menções ao parlamentar e do seu foro por prerrogativa de função, os autos foram transferidos à Corte para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro.

Segundo relatórios da PF, foram identificados registros de encontros e viagens, documentos do parlamentar no armazenamento em nuvem do advogado e o vínculo do senador como "usuário master" de uma conta da empresa Alcazar Holding. Os investigadores também apuram a ligação de Willer Tomaz com a empresa de apostas esportivas Rede Loto e movimentações de R$ 130 milhões em uma conta ligada ao advogado entre março e maio de 2025. Este é o segundo procedimento no STF a citar o senador — o outro trata do financiamento do filme “Dark Horse” —, embora a campanha de Flávio sustente que ele ainda não é investigado formalmente neste novo caso, que aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República.

Em ocasiões anteriores, o parlamentar declarou que sua relação com Willer Tomaz é estritamente de amizade. O advogado, por sua vez, já havia sido alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, que investigou supostas operações de ocultação de recursos associadas a outro parlamentar, processo do qual Flávio não era parte.

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