A disputa pelo comando da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para a legislatura que se inicia em 2027 começou a movimentar os bastidores políticos do estado. Prevista para o dia 1º de fevereiro de 2027, data da posse dos parlamentares eleitos, a votação da Mesa Diretora tem sido acompanhada de perto pela governadora Raquel Lyra (PSD). O Palácio do Campo das Princesas busca construir um acordo de consenso entre os aliados da base governista para garantir governabilidade e estabilidade nas relações entre o Poder Executivo e o Legislativo municipal e estadual.
Dentro da base governista, diferentes nomes e siglas já despontam nas negociações preliminares. No PSD, partido da governadora, os deputados Antônio Moraes, Débora Almeida, Joãozinho Tenório e Aglailson Victor são cotados para concorrer à presidência. Outras legendas também pleiteiam cargos estratégicos, com Gustavo Gouveia representando o Podemos e France Hacker figurando nas tratativas da Federação União Progressista. As conversas não se restringem à presidência e envolvem também a composição dos demais cargos do comando da Casa e de comissões cruciais, como a de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) e a de Finanças.
O empenho direto da gestão estadual na articulação busca evitar os atritos enfrentados no mandato atual, marcado por divergências públicas com o presidente da Alepe, Álvaro Porto, em pautas orçamentárias e projetos de lei. O cenário para a próxima legislatura projeta-se mais favorável ao governo estadual, impulsionado pelo crescimento do PSD e do PSB, que formarão as maiores bancadas da Casa, com nove deputados cada. Até o momento, as tratativas seguem em nível de diálogo e nenhuma candidatura foi oficializada.

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