O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou publicamente o Partido Liberal (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por supostamente tentarem evitar compromissos com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da jornada de trabalho 6x1. Em declarações com base em informações divulgadas pela imprensa, o chefe do Executivo afirmou que seu adversário tem orientado a bancada de seu partido a se abster durante as votações no Senado Federal, evitando posicionar-se contra a redução da jornada dos trabalhadores.
Durante sua fala, o presidente também classificou como uma "aberração" o plano de ajuste fiscal e corte de despesas defendido por Flávio, denominado de "tesouraço". Lula relembrou os limites orçamentários herdados ao assumir o governo e ressaltou que as populações de menor renda são as mais prejudicadas por contingenciamentos rígidos. Para exemplificar, listou reduções expressivas em programas sociais e infraestrutura deixadas pela gestão anterior, como cortes de 59% no Farmácia Popular, 50,7% no Mais Médicos e 99% na verba destinada à prevenção de desastres.
Além de contestar propostas de campanha de seu oponente — como a promessa de reajustar aposentadorias do INSS acima da inflação —, Lula preferiu não comentar os números das pesquisas eleitorais recentes do instituto Datafolha. Questionado sobre os levantamentos para o segundo turno das eleições, o candidato afirmou que não pauta suas estratégias por pesquisas e reforçou que focará o trabalho na busca por votos até a reta final do pleito.

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