Com o objetivo de compreender os entraves que afastam a população LGBTQIAPN+ dos canais oficiais de acolhimento e denúncias, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) lançou uma pesquisa voltada para a comunidade no estado. A iniciativa busca dar voz aos cidadãos e combater a subnotificação de violências, identificando gargalos no atendimento público e promovendo melhorias na garantia de direitos.
O questionário é virtual, voluntário e totalmente anônimo. Sua estrutura abrange três eixos centrais: o perfil sociodemográfico dos participantes, as experiências com situações de violência ou barreiras no acesso a serviços essenciais, e o nível de confiança na atuação do próprio Ministério Público. Os dados coletados oferecerão um diagnóstico quantitativo e qualitativo para direcionar o aprimoramento dos canais de atendimento e fundamentar políticas públicas de promoção da cidadania em todo o território estadual.
Denominada "LGBTfobia e o acesso aos canais de denúncia do Ministério Público de Pernambuco", a ação é desenvolvida pelo Núcleo de Direitos LGBTQIAPN+ do MPPE, sob a coordenação da promotora de Justiça Maria José Queiroz. A pesquisa integra o Projeto DIVERSIFICAR, que analisará as respostas enviadas para diagnosticar barreiras institucionais, aperfeiçoar fluxos internos e criar estratégias mais eficazes de proteção e combate à discriminação.
O lançamento oficial ocorreu em um evento promovido pelo Núcleo de Direitos LGBTQIAPN+, reunindo lideranças e representantes de diversos movimentos sociais. O encontro contou com a presença da promotora de Justiça Alice Morais, integrante do Núcleo, e do promotor de Justiça Fabiano Pessoa, coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Cidadania (CAO Cidadania).
A instituição reforça a importância da adesão em massa da comunidade para fortalecer as ações institucionais. O formulário para participação e compartilhamento pode ser acessado no link oficial:
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