Proposta apresentada ao lado de Marília Arraes prevê nova estrutura no laboratório estadual e oferta do tratamento pelo SUS para pacientes que atendam a critérios médicos
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) anunciou, nesse domingo (20), a proposta de investir R$ 100 milhões no Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco Governador Miguel Arraes (Lafepe) para viabilizar a produção, no estado, de substâncias utilizadas nas chamadas canetas emagrecedoras. A iniciativa foi apresentada ao lado da candidata ao Senado Marília Arraes (PDT), que já defendia durante a campanha a ampliação do acesso a esse tipo de tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo João Campos, caso seja eleito, o investimento será destinado à construção de uma nova planta no Lafepe. A proposta é atender pacientes com obesidade, diabetes e outras comorbidades, desde que exista indicação médica. O candidato também afirmou que, havendo capacidade produtiva, o laboratório pernambucano poderia futuramente fornecer os medicamentos para outros estados.
Ao apresentar a proposta, João destacou que a produção local seria o diferencial da iniciativa. “Marília já vinha trazendo essa ideia e o presidente Lula apresentou. Qual é a novidade? Nós vamos produzir a substância no Lafepe, aqui em Pernambuco, para garantir essa ação ao povo de Pernambuco que tem essas comorbidades”, declarou.
Marília Arraes, por sua vez, afirmou que, caso seja eleita para o Senado, pretende buscar recursos para apoiar a implantação do projeto. A candidata classificou a obesidade como uma doença crônica e defendeu o fortalecimento do Lafepe na produção de medicamentos. “Nosso mandato vai disponibilizar os recursos para isso e Pernambuco vai voltar a ser protagonista na produção desses medicamentos de ponta com o Lafepe”, afirmou.
No âmbito federal, a oferta ampla desses medicamentos pelo SUS ainda depende de definições técnicas. O Ministério da Saúde acompanha 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, e trabalha na definição de protocolos para orientar uma eventual disponibilização dos medicamentos na rede pública.
A proposta anunciada por João Campos, portanto, envolve etapas futuras, incluindo a eventual eleição e execução do investimento estadual, a implantação da nova estrutura no Lafepe e o atendimento às exigências clínicas, sanitárias e regulatórias relacionadas à produção e à oferta desses medicamentos pelo SUS.

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