quarta-feira, 23 de julho de 2014

As cortinas se fecham e um silêncio invade a alma. Morre o escritor Ariano Suassuna

"Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre."
Ariano Suassuna em: O Auto da Compadecida

Foto: Costa Neto / Secretaria de Cultura de Pernambuco

Esta é o tipo de notícia que eu não gostaria de dar neste blog. Morreu na tarde desta quarta-feira (23), aos 87 anos, o escritor, dramaturgo e poeta paraibano Ariano Suassuna. Ele estava internado desde a noite de segunda (21) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Português, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do tipo hemorrágico onde foi submetido a uma cirurgia.
Ariano entrou em coma e respirava com a ajuda de aparelhos. Na noite de terça-feira (22), o quadro dele se agravou, devido a uma queda da pressão arterial e pressão intracraniana e ele não resistiu.
Ariano é o autor das obras como:

Uma mulher vestida de Sol, (1947); Cantam as harpas de Sião ou O desertor de Princesa, (1948);Os homens de barro, (1949);Auto de João da Cruz, (1950); Torturas de um coração, (1951); O arco desolado, (1952); O castigo da soberba, (1953); O Rico Avarento, (1954);
Auto da Compadecida, (1955); O casamento suspeitoso, (1957); O santo e a porca, (1957) e
a Farsa da boa preguiça.
E autor de romances como: A História de amor de Fernando e Isaura, (1956); O Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, (1971); História d'O Rei Degolado nas caatingas do sertão /Ao sol da Onça Caetana, (1976).
Foram centenas de personagens, dezenas de espetáculos e uma obra vasta que irá perdurar, por que " O artista nunca morre , fica eternizado nas entre linhas poéticas de suas obras"
Amannda Oliveira

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