domingo, 12 de dezembro de 2010

Centenário de Noel Rosa

Hoje se comemora o centenário de um gênio da música brasileira que viveu pouco , mas que com a sua música mudou o samba brasileiro. Estou falando de Noel Rosa.

Noel de Medeiros Rosa, nasceu no Rio de Janeiro a 11 de dezembro de 1910. Sambista , cantor e compositor, bandoleiro e violinista.
A sua contribuição foi de extrema importância por ter trazido para o asfalto o samba de raiz, samba do morro como se diz até hoje. Levou a classe média para os meio de comunicação dando um salto a música popular brasileira.
Criado no bairro carioca de Vila Isabel, primeiro filho do comerciante Manuel Garcia de Medeiros Rosa e da professora Martha de Medeiros Rosa. Em 1929, Noel arriscou as suas primeiras composições, Minha Viola e Toada do Céu, ambas gravadas por ele mesmo. Mas foi em 1930 que o sucesso chegou, com o lançamento de Com que roupa?, um samba bem-humorado que sobreviveu décadas e hoje é um clássico do cancioneiro brasileiro. Essa música ele se inspirou quando ia sair com os amigos, a mãe não deixou e escondeu suas roupas, ele, com pressa perguntou: "Com que roupa eu vou?" Noel revelou-se um talentoso cronista do cotidiano, com uma sequência de canções que primam pelo humor e pela veia crítica.

Noel teve ao mesmo tempo várias namoradas e foi amante de muitas mulheres casadas. Casou-se em 1934 com Lindaura Medeiros Rosa, mas era apaixonado mesmo por Ceci (Juraci Correia de Araújo), a prostituta do cabaré, sua amante de longa data.

Era tão apaixonado por ela, que ele escreveu e fez sucesso com a música "Dama do Cabaré", inspirada em Ceci, que mesmo na vida fácil, era uma dama ao se vestir e ao se comportar com os homens, e o deixou totalmente enlouquecido pela sua beleza. Foram anos de caso com ela, eles se encontravam no cabaré a noite e passeavam juntos, bebiam, fumavam, andavam principalmente pelo bairro carioca da Lapa, onde se localizava o cabaré. Ele dava-lhe presentes, joias, perfumes, ela o compensava com noites inesquecíveis de amor.
Gostava da noites de farra e tudo o que ganhava era para bebida e mulheres. A vida desregrada lhe custou caro, adquiriu uma tuberculose que o matou a 04 de maio de 1937 com apenas 26 anos.

Algumas das músicas de Noel:

• Ingênua (com Glauco Viana), 1928/1930
• Com que roupa? 1929
• Festa no céu 1929
• Minha viola 1929
• A.B. Surdo, (com Lamartine Babo) 1930
• Bom elemento, (com Euclides Silveira, o Quidinho) 1930
• Devo esquecer (com Gilberto Martins), 1930
• Dona Aracy 1930
• Dona Emília, (com Glauco Vianna) 1930
• Eu vou pra vila 1930
• Gago apaixonado, 1930
• Lataria (com João de Barro e Almirante), 1930
• Malando medroso 1930
• Já não posso mais (com Pururuca, Canuto e Almirante), 1931
• Julieta (com Eratóstenes Frazão), 1931
• Mão no remo (com Ary Barroso), 1931
• Mardade de cabocla 1931
• Mentiras de mulher 1931
• Mulata fuzarqueira, 1931
• Mulato bamba (Mulato forte) 1931
• Nega, (com Lamartine Babo) 1931
• Nunca... Jamais 1931
• Palpite (com Eduardo Souto), 1931
• Pesado 13 (paródia do tango El penado, de Agustin Magaldi, Pedro Noda e Carlos Pesce), 1931
• Picilone 1931
• Por causa da hora 1931
• Por esta vez passa 1931
• O pulo da hora 1931
• Que se dane (com Jota Machado), 1931
• Rumba da meia-noite (com Henrique Vogeler), 1931
• O samba da boa vontade (com João de Barro), 1931
• Sinhá Ritinha, (com Moacir Pinto Ferreira) 1931
• Só pra contrariar (com Manoel Ferreira), 1931
• Você foi o meu azar (com Arthur Costa), 1931
• Ando cismado (com Ismael Silva), 1932
• Araruta (com Orestes Barbosa), 1932
• Assim sim (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1932
• Até amanhã 1932
• Dona do lugar (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1932
• E não brinca não (Não brinca não) 1932
• É peso (com Ismael Silva), 1932
• Escola de malandro (com Orlando Luiz Machado e Ismael Silva), 1932
• Estamos esperando 1932
• Felicidade (com René Bittencourt), 1932
• Fita amarela 1932
• Fui louco (com Alcebíades Barcelos, o Bide), 1932
• Mas como... Outra vez? (com Francisco Alves), 1932
• Mentir (Mentira necessária) 1932
• Mulher indigesta 1932
• Não faz, amor (com Cartola), 1932

Amannda Oliveira

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