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Em Arcoverde, Praça do São Cristóvão virou feira. De novo?

Foto: Amannda Oliveira
 

A Praça de São Cristóvão, que há poucos anos foi revitalizada e era referência de cuidado na cidade de Arcoverde, está regredindo à era em que era tomada pela feira. Por três sábados consecutivos, a nossa equipe flagrou o que parece ser um brechó a céu aberto: barracas montadas para a venda de produtos e uma praça descuidada, tomada pelo lixo.

Ao conversar com moradores — que não serão identificados nesta matéria —, fomos informados de que, para a tristeza da vizinhança, a cena tem sido corriqueira.

"Ah, minha filha, a praça está largada! Todo dia tem gente vendendo alguma coisa e, no sábado, é isso que a senhora vê. Daqui a pouco vai estar tudo tomado pelo lixo e pelo desmantelo que era antes da feira mudar", disse uma moradora.

A cidade de Arcoverde possui um código de postura que não vem sendo respeitado. Lojas espalham mercadorias nas calçadas, bares espalham mesas e cadeiras nas calçadas e praças e enquanto isso, o código de postura segue engavetado.

O Artigo 3.º no parágrafo único diz que " O exercício de atividades está condicionado à autorização da gestão municipal através de concessão de licença que será única, pessoal e intransferível.

O Artigo 29 destaca que é dever do município zelar pela manutenção da ordem urbana e do sossego público controlando o abuso dos direitos individuais em todo o território do município.

O Artigo 30 – Diz claramente que "É proibido sob quaisquer circunstâncias

 I – perturbar a ordem e o sossego público por quaisquer formas através de excessos no exercício do direito individual; 

 II – danificar os bens dominiais, especiais e os de uso comum do povo, inclusive àqueles classificados como de preservação ambiental, histórica, artística e cultural; 

III – ocupar de forma arbitrária, ou não, quaisquer bens públicos – quer sejam edifícios, vias ou logradouros .

Nós entendemos que as pessoas querem e precisam trabalhar. Mas é necessário, que se faça isso com ordem em espaços adequados para que espaços coletivos sejam preservados e agradáveis a todos. Se existe uma feira enorme no São Cristóvão é necessário que os comerciantes sejam alocados pra lá e possam vender os seus produtos de forma digna. 

Amannda Oliveira

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