O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estipulou, nesta segunda-feira (19), um prazo de 24 horas para que a Meta comprove a adoção de medidas que garantam tratamento isonômico às campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no Facebook, Instagram e WhatsApp. A determinação ocorre a menos de uma semana do segundo turno, após a Corte concluir que a empresa não atendeu integralmente às ordens judiciais anteriores. Diante do descumprimento, o tribunal dobrou a multa diária para R$ 1 milhão caso a exigência não seja cumprida.
A ação teve origem em acusações da campanha do PT, que apontou "seletividade algorítmica" e restrição indevida ao alcance de conteúdos de Lula nas redes sociais e nas ferramentas de inteligência artificial da plataforma. Na última quinta-feira (15), o TSE já havia proibido a redução desigual de alcance de publicações e determinado neutralidade nos algoritmos sob pena de multa de R$ 500 mil. A persistência do descumprimento levou a Justiça Eleitoral a endurecer as sanções para assegurar a paridade de armas entre os candidatos.
Em sua defesa, a Meta nega favorecimento a qualquer uma das candidaturas e atribui falhas — como a desativação equivocada de anúncios da campanha petista — a problemas técnicos operacionais de alcance global. Representantes da empresa chegaram a se reunir com o TSE na semana passada para discutir o combate à desinformação, mas o tribunal reforçou que a apresentação de comprovações concretas do cumprimento das decisões é indispensável para a lisura do processo eleitoral.

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