O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu publicamente a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da jornada de trabalho na escala 6×1 e concede dois dias de repouso semanal remunerado sem redução salarial. Em transmissão realizada nas redes sociais, Lula cobrou uma definição da oposição, em especial do senador Flávio Bolsonaro, classificando o posicionamento da bancada do PL como um teste político decisivo para os rumos do país.
Apesar da expectativa demonstrada pelo presidente de uma votação imediata, o texto cumpre nesta quarta-feira (7) apenas a segunda das cinco sessões regimentais obrigatórias de discussão em plenário antes do primeiro turno de votação. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicou que pretende respeitar todo o rito regimental da Casa, o que projeta a primeira apreciação da proposta para a próxima semana.
Para ser aprovada em primeiro turno, a PEC 221/2019 — que propõe a redução gradual da carga horária máxima semanal de 44 para 40 horas — precisa do apoio de ao menos 49 dos 81 senadores. Caso avance, a matéria ainda terá de passar por mais três sessões de debate antes da votação em segundo turno para concluir sua tramitação no Senado.

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