Terceiro colocado na disputa presidencial com mais de 3 milhões de votos, o escritor e candidato pelo Avante, Augusto Cury, afirmou nesta quarta-feira (7) que ainda não definiu quem apoiará na segunda etapa da eleição, disputada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em vídeo divulgado nas redes sociais, o postulante pediu paciência ao eleitorado e justificou sua cautela como um movimento necessário para ouvir diferentes lados, ressaltando que pretende conversar pessoalmente com os dois candidatos finalistas antes de anunciar qualquer aliança oficial para o pleito marcado para 25 de outubro.
Durante a declaração, Cury enfatizou que a escolha dependerá de compromissos claros com pautas que considera centrais, como educação, saúde, proteção a mulheres e crianças e, sobretudo, a busca pela reconciliação nacional. “Eu preciso conversar olho no olho com quem eu tenho de conversar. E será breve. Eu falarei sobre pautas importantes, inclusive para pacificar esse país tão dividido, tão dilacerado”, afirmou, completando com um apelo à moderação: “Quem não é amigo da paciência, não é amigo da sabedoria. Quem não é amigo da sabedoria toma atitudes precipitadas e inadequadas. Em breve, eu me pronunciarei e, por favor, aguardem”.
A indefinição de Cury mobiliza os bastidores das duas campanhas que avançaram para o segundo turno, uma vez que a fatia de eleitores conquistada pelo escritor tornou-se alvo estratégico para o saldo final das urnas. Enquanto o candidato do Avante relembra as propostas defendidas ao longo do primeiro turno para embasar suas exigências, o PT e o PL intensificam as articulações políticas no intuito de atrair o apoio formal do terceiro colocado e incorporar parte da sua base de votos.

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