Lula retrata-se sobre fala de exames preventivos em Salvador e rebate críticas da oposição

 

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a comentar, nesta terça-feira (29), a declaração proferida durante ato político em Belém (PA) a respeito de exames médicos preventivos para homens e mulheres. Diante da repercussão negativa e do uso do trecho por opositores nas redes sociais, Lula aproveitou comício realizado em Salvador para esclarecer que sua intenção original era comparar a resistência masculina ao exame de toque retal com a rotina de prevenção adotada pelas mulheres, reconhecendo ter empregado uma expressão inadequada no discurso anterior.

A controvérsia teve início na segunda-feira (28), quando o chefe do Executivo abordava uma agenda no Hospital João de Deus e mencionava procedimentos robóticos para o tratamento de câncer de próstata. Ao apontar o preconceito de parte da população masculina quanto à realização do exame, o presidente estabeleceu um paralelo com a conduta feminina, o que gerou críticas por parte da oposição, em especial de aliados do candidato Flávio Bolsonaro (PL). Durante o ato na capital baiana, Lula rebateu o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) por distorcer o sentido de suas palavras e reforçou seu objetivo: “Eu quis fazer uma comparação de como que as mulheres são corajosas, porque elas fazem exame e não têm medo de fazer exame”.

O episódio também contou com a intervenção da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, que saiu em defesa do presidente durante o evento na Bahia. Ao rebater as declarações de Nikolas Ferreira, Janja utilizou termos contundentes contra o parlamentar e aproveitou o momento para destacar ações do governo federal na prevenção ao câncer de colo do útero, mencionando inclusive sua própria experiência recente ao realizar um exame de mama com tecnologia robótica.

O debate em torno do tema ganha centralidade na reta final da disputa eleitoral, a poucos dias da votação do primeiro turno, marcada para este domingo (4). Em um cenário de intensa polarização, a gestão de ruídos de comunicação torna-se estratégica para a campanha governista, que busca neutralizar os ataques adversários no ambiente digital e manter o foco nas agendas propositivas de saúde pública.

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