Decisão do Ministério da Justiça encerra vínculo do ex-deputado com a corporação após processo administrativo disciplinar
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi oficialmente demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF) por abandono de cargo. A decisão foi assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, na sexta-feira (18), e publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União (DOU).
De acordo com a decisão, a penalidade decorre de infração disciplinar caracterizada pela ausência injustificada ao serviço por período superior a 30 dias consecutivos. Em julho, a Polícia Federal já havia concluído um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) sobre o caso e recomendado a demissão do ex-parlamentar. A análise final ficou sob responsabilidade do ministro da Justiça.
Eduardo Bolsonaro estava afastado das atividades na Polícia Federal para exercer mandato na Câmara dos Deputados. O afastamento terminou depois que ele perdeu o mandato parlamentar, em dezembro de 2025, em razão do número de ausências às sessões deliberativas da Casa. Na ocasião, a Polícia Federal determinou seu retorno ao cargo de escrivão.
O ex-deputado, entretanto, permanece nos Estados Unidos, onde vive desde 2025. Eduardo afirma que sua permanência no exterior está relacionada ao que considera uma perseguição política e jurídica no Brasil. A demissão publicada nesta segunda encerra seu vínculo funcional com a Polícia Federal.

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