Foto : Reprodução Instagram
Durante 25 anos, trabalhou no Diário de Pernambuco como crítico literário e editor nacional, além de passar pelo rádio e pela televisão. Também integrou o Movimento Armorial ao lado de Ariano Suassuna, presidiu a Fundarpe e ocupou uma cadeira na Academia Pernambucana de Letras. Considerado um dos escritores mais premiados do Brasil, recebeu distinções como o Jabuti, o Prêmio São Paulo, a APCA e o Machado de Assis. Sua obra foi traduzida para diversos países e inclui títulos como "Somos pedras que se consomem", "As sóbrias ruínas da alma", "Sombra severa" e "O delicado abismo da loucura".
Além dos livros, Carrero também marcou o imaginário popular ao criar a história da “Perna Cabeluda”, em 1976, uma das lendas urbanas mais conhecidas do Recife. Décadas depois, o personagem voltou aos holofotes ao aparecer no filme "O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho, reforçando o legado do escritor na cultura pernambucana e brasileira. Em nota, os familiares afirmaram que Carrero dedicou a vida à literatura “com paixão, sensibilidade e compromisso”, construindo uma obra que marcou gerações de leitores e contribuiu significativamente para a cultura do país. O velório será realizado na sede da Academia Pernambucana de Letras, da qual era membro desde 2004.
Informações : Folha de Pernambuco

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