A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (12) um
projeto de lei que prevê que condenações por crimes de pedofilia devem exigir,
obrigatoriamente, a aplicação de penas restritivas de direitos.
O projeto altera a Lei de Execução Penal para criar mecanismos obrigatórios de
vigilância e restrição de circulação para condenados. Entre as medidas
previstas, está o uso permanente de tornozeleira eletrônica. Diferentemente do
que se dá em outros casos, a monitoração eletrônica deixaria de depender de
decisão do juiz e passaria a ser obrigatória para esse tipo de condenado.
A proposta também cria limitações de circulação. O condenado ficaria
proibido de chegar a menos de 200 metros de escolas públicas e privadas,
creches e outros espaços frequentados por crianças e adolescentes. O texto
também impede a presença em playgrounds, parques infantis e locais com
aglomeração de menores de idade.
O projeto foi aprovado em votação simbólica, modelo em que não há registro
nominal dos votos dos parlamentares. Os deputados ainda precisam analisar um
destaque ao texto — sugestões votadas separadamente da versão principal — e, em
seguida, a matéria seguirá para o Senado.
As regras estipuladas valeriam para crimes como estvpro de vulnerável,
corrupção de menores e crimes ligados à pornografia infantil, incluindo
produção, venda e posse de material p0rn0gráf1co envolvendo crianças e
adolescentes.
O projeto também inclui qualquer outro crime sexual cuja vítima tenha menos de
18 anos.
Informações: Agência Câmara de Notícias
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