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Dia 02 de abril é considerado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2007, uma data que precisa ser definitivamente considerada em virtude da conjuntura que aponta o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) atinge de 1% a 2% da população mundial, o que representa mais de 70 milhões de pessoa, afetando a maneira como esses indivíduos se comunicam e interagem. No Brasil, esse cenário não fica muito longe, pois, segundo os dados mais recentes do IBGE, aproximadamente dois milhões de pessoas apresentam esta condição em algum grau. Por isso, faz-se fundamental melhorar a qualidade de vida, o desenvolvimento e a inclusão dessas crianças e adolescentes com este distúrbio do neurodesenvolvimento com familiares, amigos e demais públicos. E é esta preocupação que está sendo focada pelo Grupo CEAM que movimenta ações desta segunda dia 27 março até o dia 02 de abril, em prol da conscientização do Transtorno do Espectro Autista. “A família é imprescindível no tratamento de uma criança ou adolescente com autismo, porque é ela quem exatamente lida e sofre no dia a dia com este indivíduo que tem peculiaridades atípicas. Por isso, é preciso desenvolver também essas pessoas, esses pais cuja grande sonho ou preocupação é o quanto seus filhos terão em termos de autonomia”, diz a fonoaudióloga e sócia-diretora do CEAM, Anna Karenina Bittencourt.

 

O Grupo, comandado pela empresária e profissional de saúde  com os sócios Luciene Santos (psicopedagoga) e Italo Gomes (psicólogo), atende cerca de 500 crianças e adolescentes entre os cinco e os 16 anos com Transtorno do Espectro Autista – TEA e, desta forma, busca intensificar o entendimento da condição e massificar a inclusão através da Terceira Jornada do Autismo, que será realizado entre os dias 27 e 31 de março, que envolverá escolas públicas das redes municipais do Recife, Olinda e Jaboatão. O objetivo é proporcionar conhecimento que ajude na dinâmica dos profissionais de educação no ambiente escolar, identificar alguns sinais e ter capacidade de lidar com algumas circunstâncias comuns como dificuldade de capacidade de comunicação e interação social, falta de interesse em brincar com outras crianças e padrões repetitivos de comportamento. “Hoje, é possível apresentarmos um diagnóstico numa criança com TEA já com oito meses, ou um ano, ou dois anos, por exemplo, e esse diagnóstico precoce é fruto da grande divulgação desse transtorno. Porém, é necessário buscar os atendimentos adequados para que haja uma evolução no processo de desenvolvimento para o futuro”, destaca Italo Gomes, que atua há anos junto ao CEAM com o diagnóstico do TEA em sessões de neuropsicologia.

 

Com foco sempre na evolução, o CEAM aposta em estratégias importantes dentro da ação pelo Dia Mundial da Conscientização do Autismo, no dia 01 de abril, que ainda envolve uma Equovisita das crianças com pais ou responsável ao Centro Elohim, na Várzea, e no Centro Pernambucano de Equoterapia, em Gravatá, com a intenção de aproximar pais, familiares e amigos ao processo de inclusão, longe dos estigmas desta condição que envolve um público muito maior do que imaginamos. Como existem diferentes tipos de autismo, e cada pessoa com autismo apresenta sintomas únicos, pesquisas inclusive apontam a identificação do autismo nível um em indivíduos que não apresentam sinais claros de dificuldades, na modernidade. Por isso, o CEA tem trabalhado também com diagnóstico com uma equipe multidisciplinar com profissionais qualificados de diversas áreas da saúde, além do atendimento pelo desenvolvimento do aprendizado e da redução dos entraves que limitam crianças e adolescentes com TEA no processo de socialização com a família e a sociedade. “Crianças e adolescentes com TEA precisam muito do envolvimento da família no processo de evolução, para haver uma progressão no ambiente em que a criança está mais envolvida, afinal o seu filho tem uma vida fora da clínica. Então, é muito importante que o país seja parte dessa construção com os terapeutas que estão trabalhando na evolução daquela criança”, completa Luciene Santos, psicopedagoga e fundadora do Centro Especializado em Apoio Multidisciplinar, que integra o grupo homônimo.


Informações: Ivelise Buarque