quinta-feira, 3 de junho de 2021

Recurso do Cacique Marquinhos vai à julgamento no TSE a partir do dia 11

Foto: Divulgação

Entre os dias 11 e 17 de junho, o colegiado do Tribunal Superior Eleitoral vai julgar recurso especial interposto por Marcos Luidson de Araújo, Cacique Marquinhos, prefeito eleito de Pesqueira pelo Republicanos, mas que teve sua candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, o que levou o presidente da Câmara Municipal, o vereador Bal de Mimoso, a assumir o comando da prefeitura interinamente, no dia 1º de janeiro.

Filho das lideranças indígenas Zenilda e do cacique Chicão, assumiu o posto de cacique aos 25 anos, em 2003, cinco anos após o assassinato de seu pai. Disputou a prefeitura contra a então prefeita, Maria José (DEM) obtendo 51,60% dos votos (17.654) contra 45,48% da adversária que obteve 15.562 votos. O candidato Antônio Mota (PSOL) ainda somou mil votos (2,9%).

Mas Marcos foi eleito sub júdice, já que o Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) que a candidatura do cacique fosse indeferida. Isso porque ele possui contra si uma condenação por “crime contra o patrimônio privado” e, portanto, segundo o MPE, acionado pela candidata derrotada, Marcos estaria impedido pela Lei da Ficha Limpa. O suposto crime, pelo qual o cacique efetivamente foi condenado em 2015, foi o de incêndio a propriedades privadas, ocorrido em 2003.

No dia 20 de abril, sem poder assumir como prefeito devido ao processo de indeferimento da candidatura, Marquinhos assumiu a Secretaria de Governo de Pesqueira, nomeado pelo prefeito interino.

Agora, o destino político administrativo de Pesqueira será definido em tom de suspense, no prazo de sete dias, que é o definido pelo julgamento virtual do TSE para o caso. O relator é o Ministro Sergio Silveira Banhos.

Fonte: A Folha das Cidades

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