quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Clarice Lispector é reconhecida como patrona da literatura de Pernambuco


A escritora Clarice Lispector recebeu o título de patrona da literatura de Pernambuco. O reconhecimento foi oficializado, na última segunda-feira (11), por meio de uma lei de autoria do deputado estadual Professor Paulo Dutra (PSB) publicada no Diário Oficial. Uma das escritoras mais importantes da literatura brasileira, se estivesse viva completaria 100 anos no mês de dezembro. Após chegar no Brasil vinda da Ucrânia ainda bebê, a autora de A Hora da Estrela Laços de Família viveu no Recife até os 14 anos de idade.

Nascida em plena Guerra Civil, Clarice Lispector veio aos dois anos para Brasil fugindo com a família do antissemitismo. Chegou primeiro em Maceió, onde passou um curto período de tempo, logo depois veio ao Recife. Se mudou da cidade apenas aos 14 anos para morar no Rio de Janeiro, onde estudou Direito na Universidade Federal e fixou residência. Clarice faleceu aos 56 anos por conta de um câncer de ovário.
 
A autora sempre mostrou um carinho por Recife, onde teve sua primeira formação intelectual e, portanto, se declarava pernambucana. "Sabemos da riqueza da nossa literatura. São vários os escritores que poderiam receber este título. Mas a escolha de Clarice se dá por toda a representatividade que ela tem para com nosso Estado e a visibilidade mundial que ganhou por meio de sua obra. Foi aqui, mais precisamente no Ginásio Pernambucano, que ela decidiu se tornar escritora. Por onde ela passava, mostrava seu carinho enorme pelo Recife. Além disso, foi uma mulher que rompeu as barreiras do seu tempo desafiando todas as dificuldades impostas pela época e que neste ano de 2020 completaria 100 anos de idade", justifica o professor Paulo Dutra, responsável pela proposta.

Junto com o título, o deputado solicitou também uma reforma reforma emergencial no casarão onde Clarice Lispector viveu entre 1925 e 1934. O imóvel localizado na Praça Maciel Pinheiro, bairro da Boa Vista, está abandonado há vários anos e com um processo de tombamento aberto desde 2017. O pedido foi encaminhado ao Governo do Estado, à FUNDARPE e à Santa Casa de Misericórdia, que é proprietária do sobrado. No requerimento, o parlamentar pede ainda que o local seja utilizado como um museu vivo da obra de Clarice e espaço de interação com as artes. 

Diário de Pernambuco

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