quinta-feira, 25 de abril de 2013

Coluna Cuide-se! É mesmo uma emergência?


Um corte no dedo, uma dor de garganta, uma crise de asma, pressão alta e outras situações como essas nós conhecemos muito bem, mas quando realmente é necessário ir ao hospital? Será mesmo que o dedo não vai parar de sangrar, muitas pessoas correm imediatamente para as emergências, já outras com um quadro sério insistem em ficar em casa. Quando é necessário chamar uma ambulância ou apenas ficar de repouso? 

 

Estamos imersos em uma realidade desfavorável dos nossos hospitais públicos, ficamos lá esperando horas e muitas vezes simplesmente nos encaminham para outro hospital. Diversos fatores juntos fazem isso: redução de leitos nos hospitais na última década, mal funcionamento dos postos de saúde e o envelhecimento da população. Muitos dos casos que chegam às emergências poderiam ser resolvidos em consultas de rotina, a família recorre ao hospital pois mesmo na demora se sentem mais seguras que ali serão atendidas, avaliadas, farão exames e receberão um diagnóstico e tratamento no mesmo dia. Isso nada mais é que um espelho do estado deturpado que a saúde brasileira se encontra.
O Dr. Hélio Penna, diretor de Medicina de Urgência da Sociedade Brasileira de Clínica Médica diz que o ponto mais importante é a intuição, você se conhece e conhece sua família melhor que ninguém, na dúvida o melhor a se fazer é procurar atendimento em um pronto-socorro. 

TRIAGEM.




Ao chegar em um serviço do emergência você passará por um serviço de triagem, a maioria dos hospitais brasileiros já utilizam esse método. Um enfermeiro irá avaliar seu estado de saúde e ali posicionará você em uma fila imaginária.  Tudo dependerá do seu risco de vida; os pacientes são separados por cores (vermelho, amarelo, verde, azul), essa cores podem mudar de acordo com a rotina do hospital. Um paciente que cortou o dedo não será atendido antes do paciente que sofreu um AVC. Se você estiver na fila não é sinônimo que será atendido, se chegar alguém baleado ele receberá a cor vermelha de risco e passará na sua frente. Prepare-se, pois se estiver com uma dor de cabeça terá que esperar muito, podendo ficar sentado por horas. 

5 MOTIVOS PARA PROCURAR O PRONTO-SOCORRO. 



     1.Dor muito forte de repente.  Dor no peito, na cabeça, no abdômen ou qualquer parte do corpo pode ser sinal de um problema grave. Especialistas em emergência indicam examinar qualquer pessoa com dor no peito por mais de 5 minutos. Cuidado, você pode estar tendo um infarto. Algumas pessoas confundem dor no peito com indigestão e muitas vezes passam horas para procurar atendimento médico.

    2. Dormência, fraqueza, dificuldade de movimentar uma parte do corpo, está enxergando apenas com um olho, a fala enrolada, a cabeça parece que vai estourar de tanta dor? Cuidado, esses são os principais sintomas de um AVC. Algumas pessoas ignoram esses sintomas pois eles podem acontecer em episódios rápidos que duram 10 minutos até 1 hora.
    3. Está machucado, bateu a cabeça, corte profundo, perda de sangue, inconsciente, caiu de uma altura superior a 1,80 m (adulto) e 1,50 m (criança), fraturas, uma parte do corpo parece inchado ou traumatismo ocular? Lesões como essas precisam de uma avaliação médica de urgência.
    4. Doença crônica que piora de repente? Como asma, hipertensão, epilepsia, problemas renais, alergias graves? No seu exame de rotina procure saber com o médico o que você precisa fazer em caso de urgência. Uma queda rápida de açúcar no sangue, crise de asma, uma picada de abelha podem ser motivos para um atendimento no pronto-socorro.
   5. Você percebe que está com sintomas de uma doença grave? Na sua região está acontecendo uma epidemia? O indicado é observar os sinais e sintomas descritos pelos órgãos de saúde e se forem os mesmo sobre determinada doença, procure um serviço de urgência. 


5 MOTIVOS PARA NÃO PROCURAR UM PRONTO-SOCORRO. 



   1 . Você está resfriado, está com uma infecção leve, pequeno ferimento, nariz entupido, garganta arranhando e febre baixa? O mais indicado para você é procurar um posto de saúde ou uma clínica médica particular. Lembrando que se você estiver com uma doença crônica, fez uma cirurgia recentemente, fez quimioterapia, um simples resfriado pode atingir seu sistema respiratório e pode causa sérios problemas.
   2.  Uma dor conhecida? Aquela enxaqueca de sempre? Os médicos da emergência só poderão lhe dar uma analgésico, você ficará sob observação e depois será mandado para casa.
     3. Meu remédio acabou, e agora? Os médicos de emergência irão prescrever medicações para situações de risco a vida e não de tratamento continuo, eles não irão renovar suas prescrições. Procure seu médico.
   4. Se você não tem um médico clínico-geral que acompanha seu caso, não ache que encontrará isso na emergência. O médico do pronto-socorro não fará um acompanhamento, ele irá sanar o desconforto e o conduzirá a um posto de saúde ou médico particular para acompanhamento e tratamento.

No final de tudo, quem decide pra onde deve ir é você. Se procurar uma emergência, for calmo, educado e não quiser burlar o sistema será atendido e tratado com dignidade.


Dayvison Hebert



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