quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Eduardo pede ação aos governos do Brasil e dos Estados Unidos


Em correspondência encaminhada nesta quarta-feira (19), o governador Eduardo Campos solicitou ao embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, a designação, por parte do governo americano de uma “autoridade que possa acompanhar as investigações aqui em PE a fim de facilitar o fluxo de informações necessárias ao imediato esclarecimento dos fatos relacionados com a importação irregular de material hospitalar por empresa instalada em Santa Cruz do Capibaribe”.

A carta de Eduardo teve resposta imediata. Em telefonema no final da tarde, o embaixador americano deu conhecimento ao governador não apenas do atendimento da solicitação, como também da chegada, prevista para as primeiras horas desta quinta-feira, de uma equipe do FBI, a Polícia Federal americana, para acompanhar as investigações.

Na carta ao embaixador, o governador relatou o grande impacto causado pela divulgação das notícias sobre a importação irregular de resíduos de serviços hospitalares. “Embora restrito à incidência de um único estabelecimento, parte do noticiário tem permitido uma interpretação de que a prática irregular seria generalizada. Esta generalização tem causado  grande instabilidade em toda a indústria de tecidos e confecções da região, atividade existente há 50 anos e que, gradativamente, vem modernizando o seu processo produtivo, inclusive para adequá-lo às exigências sócio-ambientais”, esclareceu.

ITAMARATY – Eduardo Campos dirigiu também correspondência ao ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, depois de ter feito gestões telefônicas e de ter recebido orientação do secretário geral do ministério, Rui Nogueira.

Na carta a Patriota, Eduardo solicitou que sejam adotadas as providências para que o Governo brasileiro encaminhe ao estado norte-americano o pedido de abertura formal de investigações que conduzam à identificação e punição dos responsáveis, bem como para que possam ser evitadas novas exportações similares por empresas sediadas naquele país

As incertezas geradas pelo fato atingem seriamente, portanto, toda uma região que tem nas confecções a sua principal matriz econômica e social. Já na primeira feira realizada depois da interdição da referida empresa, registrou-se uma queda de 50% nas vendas”, disse o governador.

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