Os cursos de ensino a distância tem crescido no Brasil, seguindo uma tendência que é mundial, mas tem enfrentado obstáculos causados pelo preconceito de estudantes de ensino presencial, professores e profissionais das mais diversas áreas e órgãos.

O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), mostrou em 2009 que das treze áreas em que se podem comparar estudantes, observa-se que em sete cursos ( Administração, Biologia, Ciências Sociais, Física, Matemática, Pedagogia e Turismo), os alunos EAD foram melhores, com uma média de até 50% a mais de rendimento. Isso supera diversas dúvidas sobre o funcionamento desse método de ensino, mas não diminui a descriminação sofrida pelos alunos.

De acordo com a Associação Brasileira de Estudantes de Ensino a Distância, mais de 18.000 alunos sofrem descriminação no Brasil sendo as mais comuns as dificuldades em conseguir estágio, obter registro profissional, fazer inscrição em concursos, desconfiança de empregadores, constrangimento por parte de conselhos e profissionais em eventos, dentre outros...

O grande pilar dessa metodologia está na utilização da tecnologia, o que é bem menor no ensino tradicional. E quem opta por esse tipo de ensino precisa antes de mais nada ter um alto grau de disciplina para aprender, fazer leituras , pesquisas e estudos em grupo.

É claro que existem materiais e instituições que deixam a desejar, que existem bons e maus alunos, mas cá pra nós, isso existe em todo o tipo de ensino.

Vamos dar um basta ao preconceito e acabar com esta postura elitista que só nos impede de vislumbar nossos caminhos.