quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Métodos de Identificação


Quando estava a escrever sobre procedimentos de identificação, percebi que não tinha ideia do que era Datiloscopia e muito menos o seu lugar na criminalística. Também percebi que existem alguns métodos de identificação que seriam interessantes a título de informação.
Agora vou dividir o que andei encontrando .
Segundo um dos manuais de medicina legal:
Identificação é o ato pelo qual se estabelece a identidade de alguém ou de alguma coisa. O processo, método ou técnica, usado para evidenciar as propriedades exclusivamente individuais recebe o nome de identificação.
Identidade: é a qualidade de ser a mesma coisa e não diversa, isto é, a qualidade de ser único e imutável, diversificando de seus semelhantes. É um conjunto de propriedades ou características que tornam alguém essencialmente diferente de todos os demais, com quem se assemelhe ou possa ser confundido.

Métodos de identificação:


1) Fotografia: Comum e geralmente é tirada de frente e de perfil;
2) Mutilações, Marcas e tatuagens: As pessoas podem ser identificadas pela mutilação, marcas ( de ferro- castração) ou tatuagens que apresentem no corpo;
3) Retrato falado;
4) Estigmas: Como desnível do ombro ou calo dos calígrafos;
5)Antropometria: Medidas corpóreas;
6) Associação de métodos: A fotografia, a descrição, a antropometria podem ser conjugados;
7) Arcada dentária.
8)Datiloscopia:Estudo dos desenhos formados pelas papilas dérmicas ao nível das polpas digitais.
9) Descrição empírica: Mulato, estatura mediana, pernas finas, cabelo ruim ou branco, 1m,70cm, magro....
10) outros meios: Perfil do crânio – radiografia das falanges etc..
De todos os métodos descritos a cima, o da datiloscopia me chamou a atenção por ser utilizado a mais de um século, ser um dos mais usados, mais antigos e mais seguros.
O processo funciona da seguinte maneira:
Logo abaixo da epiderme, na palma das mãos e na planta dos pés, a derme se apresenta com pequenas elevações, as papilas dérmicas, que se dispõem em fileiras regulares, que são as cristas papilares. No ápice de cada papila está o orifício da glândula sudorípara. São as papilas dérmicas, dispostas em cristas capilares que vão dar as impressões das polpas dos dedos, chamadas impressões digitais. Conforme a disposição dessas cristas papilares, mais ou menos uniformes, em torno do núcleo central da impressão, forma-se uma figura característica, semelhante ao delta grego; daí trazer o seu nome: Delta. É pela presença ou ausência desse delta, sua disposição interna ou externa, que classificamos a imutáveis impressões digitais. Se esse delta está presente nos dois lados da figura ( esquerda ou direita), chama-se verticilo. Se está ausente, fala-se em arco. Se existe um só delta e ele está à direita do observador, (conseqüentemente á esquerda do desenho), chama-se presilha interna; se está ao contrário ( esquerda do observador e à direita do dactilograma), chama-se, então, presilha externa.
(Texto retirado da apostila sobre Medicina Legal escrita pelo advogado ROBERTO SMITH).

Apesar de ter seu lado meio assombroso e até mesmo chocante devido ao que lida todo o tempo, é fato que a medicina legal é fascinante.

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