Foto: Ricardo Stuckert

Em encontro com artistas paraenses, no começo da tarde desta quinta-feira (01/09), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou o compromisso com o setor cultural e com a valorização das manifestações de todos os cantos do país. Ele disse que retomará o Ministério da Cultura, além de criar comitês estaduais, e defendeu que os recursos para a área sejam tratados como investimento, não como gasto.

“É preciso parar de tratar a cultura como gasto. Essa é a mudança chave que nós temos que ter e entender a cultura como instrumento da economia brasileira. A cultura, ela pode gerar muitos empregos. (…) Então, nós vamos retomar o Ministério da Cultura e vamos efetivamente, criar comitês estaduais de cultura”, afirmou a uma plateia que lotou todos os espaços do centenário e charmoso Teatro da Paz, em Belém.

Depois de ouvir de artistas e políticos locais elogios à gestão do setor nos anos em que o PT esteve na Presidência, Lula afirmou que, se ganhar as eleições, fará mais. “Se vocês acham que no meu governo a cultura foi bem incentivada ou foi tratada com muito respeito, se preparem porque vocês vão ter que me ajudar a fazer muito mais. Eu não posso voltar a presidir o país e fazer menos do que eu já fiz. Eu não posso voltar e fazer igual. Só tem sentido de estar aqui candidato porque eu tenho que fazer mais do que eu já fiz”.

Valorizar manifestações regionais

Lula destacou a importância de as manifestações culturais de todo o país serem valorizadas e terem representatividade em meios de comunicação, como as TVs, e disse que a cultura de um país é das coisas mais importante e o que lhe dá civilidade, nacionalidade e respeito.

“A cultura vai ganhar força porque nós temos que mostrar ao Brasil inteiro o que nós somos. (…) Tem muita coisa no Brasil inteiro. Se você visitar as regiões mais pobres do estado de Minas Gerais e você for no Vale do Jequitinhonha, você vai ver uma cultura exuberante que ninguém sabe. Porque está lá confinada, só vai ser exposta se alguém for lá e comprar”, destacou.

O ex-presidente declarou ainda ser preciso transformar a cultura numa atividade rentável para quem a produz e apontou os artistas e produtores como figuras centrais para fazer o Brasil dar o salto de qualidade que precisa.

Informações: Assessoria