Foto: Ricardo Stckert/Divulgação
 

Neste sábado (7), Luís Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin lançaram sua chapa para concorrer à presidência do Brasil. Com o slogan “Vamos Juntos pelo Brasil”, o evento reuniu políticos, apoiadores e artistas. Durante a cerimônia, também foi revelado o jingle da campanha, entoado por nomes como Duda Beat, Martinho da Vila, Chico César, Lenine, Paulo Miklos, Teresa Cristina, Pabllo Vittar e Flor Gil. Alckmin, que foi diagnosticado com Covid-19, participou através de um vídeo e destacou "Nenhuma divergência do passado, nenhuma diferença do presente, nem as eventuais discordâncias de hoje ou de amanhã. Absolutamente nada servirá de razão, desculpa ou pretexto para que eu deixe de apoiar ou defender com toda minha convicção a volta de Lula à Presidência do Brasil. Acima das disputas, algo mais urgente e relevante se impõe: a defesa da própria democracia", disse Alckmin.

"Mesmo que muitos discordem da sua opinião de que Lula é um prato que cai bem com chuchu - o que eu acredito vá ainda se tornar um hit da nossa culinária -, quero lhe dizer perante toda a sociedade brasileira: muito obrigado. Serei um parceiro leal, seriamente compromissado com seu propósito de fazer o Brasil um país mais justo e economicamente mais forte", disse o ex-governador.

Lula falou que a disputa pela presidência será vencida com democracia. “Nós vamos vencer essa disputa pela democracia distribuindo sorriso, caminho, amor, paz e criando harmonia."

Ele fez elogios a Alckmin, falando que o prato lula com chuchu será o "da moda". Chuchu é um apelido dado ao ex-governador, antigo adversário de Lula. "Somos de partidos diferentes, fomos adversários. Estou feliz por tê-lo na condição de aliado", disse. Para o petista, "o grave momento que o país atravessa, um dos mais graves da nossa história, nos obriga a superar eventuais divergências para construirmos juntos uma via alternativa à incompetência e ao autoritarismo que nos governam". "É preciso unir os divergentes para poder enfrentar os antagônicos.".

E destacou a "defesa da soberania" em diversas ocasiões ao longo do discurso. "É mais do que urgente restaurar a soberania. Mas isso não se resume à importantíssima missão de resguardar nossas fronteiras. É também defender nossas riquezas minerais, nossas florestas, nossos rios, nossos mares, nossa biodiversidade", disse. Na opinião do ex-presidente, "nossa soberania e democracia são constantemente atacadas pela política irresponsável e criminosa do atual governo".

Lula ainda fez a defesa da Constituição brasileira em seu discurso. "Não somos a terra do faroeste, onde cada um impõe a sua própria lei", disse. "Temos a lei maior —a Constituição—, que rege a nossa existência coletiva. E ninguém, absolutamente ninguém, está acima dela, ninguém tem o direito de ignorá-la ou de afrontá-la.".

"Tudo o que fizemos e o povo brasileiro conquistou está sendo destruído pelo atual governo", disse o ex-presidente. "Não vamos desistir, nem eu e nem o nosso povo. A causa pela qual lutamos é o que nos mantém vivos".

Amannda Oliveira