quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Miguel Coelho se reúne com artistas e lamenta falta de políticas estaduais para o segmento cultural

                                                            Foto: Jonas Santos

Um dos segmentos que mais sofreu devido à pandemia da covid-19 foi o da cultura. Além de enfrentar os riscos sanitários, a classe artística foi uma das mais lesadas economicamente por não poder promover eventos e gerar renda. Para ouvir a realidade do setor, o prefeito Miguel Coelho se reuniu, no Recife, com produtores culturais e artistas, nesta terça (07). 

O encontro foi articulado pelo deputado estadual Wanderson Florêncio, que tem intenso diálogo com a categoria. Na reunião, os profissionais da cultura relataram perdas econômicas e desânimo com os rumos das políticas públicas para o setor. Diversos dos participantes do encontro se queixaram da falta de atenção do Governo do Estado em oferecer oportunidades e um plano de recuperação e valorização para a categoria. 

Os problemas de estrutura e ausência de incentivo, segundo os artistas e produtores, não é apenas da situação pandêmica dos últimos anos. A categoria relatou um abandono dos trabalhadores, artistas, produtores e projetos culturais da cena pernambucana, que nem sequer conseguem se apresentar em diversos eventos ou até receber cachês por atividades contratadas pelo Governo. “A gente precisa voltar a ser referência cultural. Tenho dito que deixamos de ser destaque no Nordeste em desenvolvimento e nos tornamos líderes em rankings negativos como desemprego e até miséria. O Estado não consegue nem pagar os cachês, o que é o mínimo, a obrigação. É inadmissível tratar nossa cultura, nossas tradições desse jeito”, lamentou Miguel Coelho.

O deputado estadual Wanderson Florêncio reforçou as críticas enumerando desafios que precisam ser enfrentados para reestruturar o segmento. “O setor cultural pernambucano, com seus artistas, músicos, agremiações, artesãos e toda cadeia produtiva, precisa de novos ares em nosso estado, hoje, a cultura pena sem a falta de uma política de valorização e incentivo. Falta um calendário cultural, de fomento, de pagamentos em dia nas apresentações, de atrativo para as novas gerações, entre outras iniciativas. Tudo isso é urgente para resgatar os tempos áureos da cultura pernambucana,” afirmou Wanderson Florêncio no encontro do segmento com Miguel Coelho.

ASCOM

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