segunda-feira, 11 de maio de 2020

Caixa prevê 45 milhões de contas digitais para reduzir filas nas agências

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, estimou nesta segunda-feira (11) a abertura de até 45 milhões de novas contas digitais nos próximos meses para brasileiros que recebem o auxílio emergencial contra a pandemia da covid-19.

Guimarães foi ouvido por videoconferência pública pela comissão mista dedicada a fiscalizar ações do governo no combate à pandemia (CN-Covid19). Ele destacou que o atendimento aos recipientes do auxílio ainda precisa de forte atuação presencial, em agências bancárias e casa lotéricas, mas o aprimoramento da logística tem o potencial de promover “uma revolução”.
— Parte dos beneficiários tem conhecimento maior [sobre tecnologia], mas alguns precisam de ajuda. Ao longo do tempo, vão tendo treinamento. Faremos um atendimento totalmente digital. Este programa irá mudar a vida dos brasileiros.
O presidente da Caixa foi questionado pelos parlamentares membros da comissão sobre as cenas de longas filas e agências lotadas que foram registradas nos primeiros dias da distribuição do auxílio emergencial de R$ 600, pago a desempregados, mães solteiras e trabalhadores informais de baixa renda (Lei 13.892, de 2020). O relator da comissão, deputado Francisco Jr. (PSD-GO), parabenizou o banco pelo empenho na condução do programa, mas alertou para o perigo das aglomerações no atendimento presencial.

— A população é colocada em situação de risco para sobreviver, um contrassenso — ponderou.
As senadoras Eliziane Gama (Cidadania-MA) e Zenaide Maia (Pros-RN) também questionaram sobre a lotação excessiva nos pontos de atendimento e sobre as alternativas às agências físicas. Pedro Guimarães respondeu que o pagamento do auxílio emergencial conta com 13 mil casas lotéricas e as redes de 52 outros bancos, além da sua própria estrutura, e que a Caixa tem contratado novos funcionários para as regiões de maior demanda.
Os senadores Esperidião Amin (PP-SC), Chico Rodrigues (DEM-RR) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) manifestaram preocupação com os cidadãos que ainda não tiveram os seus cadastros para o auxílio aprovados, e também com aqueles que serão incluídos após a sanção do projeto de lei que expandiu as categorias profissionais que serão beneficiadas (PL 873/2020).

Pedro Guimarães explicou que todos os cidadãos elegíveis para o auxílio que se inscreverem até o dia 3 de julho terão a garantia do recebimento das três parcelas. Cerca de 17 milhões de cadastros da primeira leva de inscrições ainda estão pendentes, devido a irregularidades no preenchimento das informações, e aqueles que estiverem regulares devem ser liberados em breve. Os titulares desses cadastros receberão a primeira parcela na mesma data do pagamento da segunda, de forma acumulada. Até agora, 50 milhões de brasileiros — cerca de 24% da população nacional — já estão recebendo o auxílio emergencial.

Os senadores Izalci Lucas (PSDB-DF) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO) tocaram no assunto dos cadastros fraudulentos, feitos por cidadãos que não têm o direito ao beenfício. Izalci falou ainda sobre denúncias de "ataques" aos servidores da Caixa Econômica Federal nos pontos de atendimento. Guimarães afirmou que as fraudes já foram reduzidas de forma significativa, junto com as filas, como parte do esforço de aprimoramento da execução do programa. Já quanto ao tratamento dispensado aos servidores, o presidente da Caixa fez um desagravo aos profissionais, que chamou de "heróis". Segundo ele, os funcionários trabalham de segunda a sábado, e por vezes aos domingos, atendendo uma média de 500 pessoas por dia.
Pedro Guimarães também respondeu a perguntas sobre a atuação da Caixa no mercado de crédito para estimular a economia. Segundo o presidente, o banco já ofereceu R$ 154 bilhões em linhas de crédito facilitadas, com foco nos microempreendedores e no crédito imobiliário, com juros anuais a partir de 6,5%. As santas casas também contam com atendimento especial.


Fonte: Agência Senado

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