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“Vamos devolver aos brasileiros a dignidade que lhes foi roubada”, diz Geraldo Alckmin,

Foto: Divulgação

O presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, foi eleito neste sábado (04/08), na Convenção Nacional do partido, em Brasília, o candidato do PSDB à Presidência da República. Quatro vezes governador de São Paulo, Alckmin terá a senadora gaúcha Ana Amélia como candidata a vice em sua chapa.

“Que todos os brasileiros compreendam o que representa Ana Amélia na política: é ela o verdadeiro novo. Em seu primeiro mandato, ela já fez muito mais do que muitos que fingem há décadas não serem políticos”, afirmou Alckmin. “O grau de participação das mulheres na política é um indicador confiável do grau de amadurecimento das democracias. Com Ana Amélia, vamos avançar”.

Em discurso que antecedeu o de Alckmin, a senadora reforçou a necessidade de união em prol da retomada do crescimento do país. “Nós não podemos estar sozinhos nesta caminhada. Precisamos de todos vocês”, disse. “O Brasil tem jeito, mas só tem jeito com a participação de todos vocês”.

Ana Amélia foi eleita para o cargo em 2010 pelo Partido Progressista (PP) com mais de três milhões de votos. A senadora, conhecida por sua dedicação e assiduidade, atua em várias comissões, dando especial atenção ao agronegócio e a projetos na área de saúde.

A senadora tratou o convite para integrar a chapa como o maior desafio de sua carreira. “Esse desafio me foi posto porque eu não poderia, como política que entrou no Senado com vontade de mostrar que a política tem jeito, recusá-lo. Não se muda nada a não ser pelo voto, pela democracia”, afirmou. A senadora reforçou que seguirá uma mulher de palavra, e disse: “A régua moral de Geraldo Alckmin é a mesma que usei em meu mandato”.

Alckmin abriu seu discurso ressaltando a responsabilidade de sua candidatura. “É com muita honra, humildade e senso de responsabilidade que recebo essa convocação e aceito ser candidato à Presidência da República”, afirmou Alckmin. “Sou candidato para buscar um mandato que pode ser resumido em uma frase: vamos mudar o Brasil e devolver aos brasileiros a dignidade que lhes foi roubada”, prosseguiu. “Aceito ser o candidato pelo PSDB e pelos demais partidos desta ampla aliança dos que acreditam no caminho do desenvolvimento, e não na rota da perdição do radicalismo”.

“Vamos reformar o Estado porque escutamos o que o povo quer: um Estado eficiente que sirva ao cidadão, à Dona Maria e ao seu José; e não um Estado que continue a servir os plutocratas do corporativismo, sangue-sugas dos favores políticos, privilégios e verbas públicas”, prosseguiu.

“Quero ser presidente para mobilizar o entusiasmo, a confiança e a determinação que não esmorecem no coração de cada um, mesmo quando o nosso olhar só alcançava o cenário inóspito da recessão e do desgoverno. Quero, em nome de todos, empunhar essa chama chamada esperança, que ficou guardada dentro de nós. Com seriedade, com a experiência política e administrativa acumulada, com pulso firme e o apoio da ampla maioria dos partidos, eu me candidato a Presidente. Para consertar este país, para reformar a política, reformar o Estado e fazer o Brasil voltar a crescer. Para que a gente brasileira possa viver seus sonhos. Vamos juntos à Vitória. Vamos juntos mudar o Brasil”, encerrou.

Trajetória – Graduado em medicina pela Universidade de Taubaté, Alckmin é especializado em anestesiologia pelo Hospital do Servidor do Estado de São Paulo. Ele deu início à sua carreira pública quando ainda era estudante, aos 20 anos, como conselheiro municipal de Pindamonhangaba, sua cidade natal. Eleito em 1976 para administrar a cidade, tornou-se o mais jovem prefeito do país, aos 25 anos.

De 1982 a 1986, Alckmin foi deputado estadual e, por dois mandatos consecutivos, deputado federal (1986 a 1994). Em sua primeira legislatura, foi deputado constituinte. Também instituiu e redigiu o projeto de lei que deu origem ao Código de Defesa do Consumidor, marco na história da defesa do consumidor no Brasil.

Ainda como deputado, foi autor de um dos projetos que se converteram na Lei Orgânica da Assistência Social e relator do projeto de lei que facilita e disciplina a doação de órgãos para transplantes. Em 1988, participou da fundação do PSDB. Foi presidente do partido no Estado de São Paulo de 1991 a 1994. E eleito para o comando nacional em dezembro de 2017.

Alckmin foi vice-governador de São Paulo entre 1994 e 2001, ano em que assumiu o comando do Estado após a morte de Mário Covas. Foi reeleito governador em outubro de 2002. Em 2006, o PSDB indicou Alckmin como candidato à Presidência da República. Nessas eleições, ficou em segundo lugar.

Três anos depois, foi nomeado secretário de Desenvolvimento pelo então governador de São Paulo, José Serra. Em 2010, Alckmin foi eleito governador do Estado, tendo sido reeleito em 2014 no primeiro turno, com 12,23 milhões de votos.

Família – Nascido em 7 de novembro de 1952, Alckmin é filho do veterinário Geraldo José Rodrigues Alckmin e da professora Miriam Penteado. Ele perdeu a mãe ainda criança, aos 10 anos. Ao longo da infância, costumava acompanhar o trabalho do pai nas fazendas. Ao entrar para a vida pública, ouviu dele um conselho que guarda até hoje: “Política é dedicação, coragem moral e vida pessoal modesta. Ficou rico é ladrão”.

Conheceu a mulher, Lu, em um baile de debutantes em Pindamonhangaba. Casaram-se em 1979 e tiveram três filhos: Sophia, Geraldo e Thomaz, que morreu em 2015 vítima de um acidente de helicóptero. Quando primeira-dama de São Paulo, Lu Alckmin foi presidente do Fundo Social de Solidariedade.

Fonte: PSDB

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