terça-feira, 5 de maio de 2015

Pepsi retira aspartame de seu refrigerante na versão Diet, nos EUA, após consumidores se preocuparem com a saúde

Decisão de retirar o aspartame da sua composição, deverá aumentar a venda e o consumo da marca


A Pepsi Diet deixará de incluir o adoçante aspartame em sua composição, devido a temores dos clientes sobre a saúde.

O adoçante “controverso” tem sido associado a uma série de problemas, embora pesquisas digam que ele seja seguro.

A PepsiCo revelou estar retirando o ingrediente da bebida popular, nos EUA, em resposta ao feedback dos clientes. Toda linha dietética da Pepsi, a partir de agora, irá conter sucralose, outro adoçante comumente conhecido como por lá como Splenda. A decisão de trocar adoçantes veio após a queda de vendas pela rejeição das pessoas aos adoçantes artificiais.

Os consumidores têm se afastado de bebidas diet, por conta de preocupações de saúde percebidas sobre os adoçantes artificiais, especificamente o aspartame. O ingrediente, usado em refrigerantes e outros produtos, tem estado no centro de relatórios críticos que remontam décadas, a relação com o câncer e nascimento prematuro.

Mesmo com a reguladora Food and Drug Administration afirmando que mais de 100 estudos apoiam a segurança do aspartame, estas garantias não conseguiram convencer algumas pessoas que continuam a relatar reações adversas, tais como dores de cabeça e náusea, depois de consumir alimentos que contenham o adoçante.

O adoçante, que é cerca de 200 vezes mais doce do que o açúcar, é amplamente usado para adoçar refrigerantes diet. Ele também é usado pela rival - Coca-Cola - em suas bebidas.

Em um comunicado divulgado, a PepsiCo disse: “os consumidores de refrigerantes diet de cola nos EUA nos disseram que queriam que a Pepsi Diet estivesse livre de aspartame, então, é isso que estamos fazendo”.

As bebidas reformuladas começarão a aparecer nas prateleiras em agosto.

Apesar da péssima reputação, o aspartame foi considerado seguro por diversas pesquisas realizadas ao redor do mundo. No mês passado, um estudo encomendado por uma empresa alimentícia da Grã-Bretanha, revelou o que adoçante não teve impacto sobre o corpo ou o comportamento das pessoas que afirmavam ser sensíveis a ele. A pesquisa foi avaliado por peritos independentes, com resultados revisados ​​e publicados na revista PLOS ONE.

Em dezembro de 2013, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) publicou um parecer sobre o aspartame após uma avaliação completa dos riscos e concluiu que era "seguro para o consumo humano nos níveis atuais de exposição". Este foi apoiado pelo Comitê da Grã-Bretanha de Toxicidade, que disse que o adoçante era seguro e não havia necessidade de ação, como tirá-lo das prateleiras, para proteger a saúde pública.

Porém, Erik Millstone, professor de Ciência Política na Universidade de Sussex, insiste que não é uma pesquisa de boa qualidade que suscita preocupações de segurança, descrevendo um projeto de 2010, que descobriu que mulheres grávidas que tomavam refrigerantes com adoçantes artificiais, teriam maior risco de ter um bebê de forma prematura. A taxa seria de 38% a mais, número significativo, tendo em vista a raridade de incidência.

O professor também destacou o trabalho da Fundação Ramazzini, na Itália, que publicou pesquisas revelando que o aspartame causou vários tipos de cânceres em ratos com doses muito perto da atual dose diária aceitável para os seres humanos.

Fonte: DailyMail Foto: Reprodução / DailyMail

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