quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Mãe Coruja ampliará atendimento à primeira infância em 2015


O programa Mãe Coruja, do Governo de Pernambuco, ampliará o atendimento à primeira infância (crianças até sete anos) em 2015, através de um plano de desenvolvimento infantil. A iniciativa foi anunciada pelo governador Paulo Câmara, nesta quarta-feira (28), durante a primeira reunião do programa este ano, quando os coordenadores das 12 regionais começaram a estruturar o planejamento. Em março, o Mãe Coruja receberá, no México, a sua segunda premiação internacional. Desta vez, o reconhecimento veio através do Prêmio Interamericano da Inovação para a Gestão Pública Efetiva, promovido pela Organização dos Estados Americanos (OEA).

"O reconhecimento internacional é mais uma prova que estamos no caminho certo. Esse plano anunciado hoje reforçará a atuação do programa em todo o Estado. O Mãe Coruja é um exemplo para o Brasil; uma política pública que tem dado resultados importantes. Vamos continuar levando 'vida' para a vida das pessoas", destacou Paulo Câmara, ressaltando que os bons índices da iniciativa devem ser creditados à integração entre as secretarias. "Quando trabalhamos de forma integrada, sempre conseguimos mais êxitos", argumentou.

Entre outras ações desenvolvidas pelo Governo do Estado, o Mãe Coruja contribuiu fortemente para a redução da mortalidade infantil, saindo do patamar de 22 por 1.000 para 15 por 1.000 nascidos vivos; o que representa uma redução de 26,3% no período de 2006 a 2011.

Hoje, o programa atende 131 mil mulheres e 72 mil crianças, em 103 municípios. Pernambuco foi o estado brasileiro que mais reduziu a mortalidade infantil nesse período. "Tínhamos o dobro da média nacional. Após o Mãe Coruja, chegamos à média e vamos trabalhar para diminuir ainda mais esse número", assegurou o governador, salientando que 74% dos casos de mortalidade infantil podem e devem ser evitados.

Para consolidar o projeto, que objetiva a melhoria da qualidade de vida das crianças, o Mãe Coruja recebeu o reforço da Secretaria estadual de Cultura, que juntou-se às outras setes pastas no trabalho intersetorial de governo. Também atuam junto ao programa as secretarias de Saúde; Educação; Desenvolvimento Social, Criança e Juventude; Mulher; Planejamento e Gestão; Agricultura e Reforma Agrária e Micro e Pequena Empresa, Qualificação e Trabalho. "Fazemos parte de um todo que tem o objetivo de reduzir as desigualdades sociais", salientou Paulo Câmara, que estava acompanhado na reunião da primeira-dama do Estado, Ana Luíza Câmara.

Coordenadora do Mãe Coruja, a médica Bebeth Andrade Lima lembrou que o programa resgata a autoestima da mulher e garante a sua inserção no mercado de trabalho. "Quando começamos a desenhar o programa, ainda em 2007, todos os detalhes foram pensados com carinho. Temos um entendimento que trabalhamos com pessoas que estão inseridas em um determinado contexto social. Não adianta apenas fornecer o alimento, se a mãe não sabe como oferecê-lo corretamente ao seu filho", detalhou Bebeth, que é clínica e tem mestrado em Saúde Pública.

Além de oferecer toda a estrutura para a realização do pré-natal, o Mãe Coruja também disponibiliza um kit com roupas para o recém-nascido. "Uma ação simples, mas que faz uma diferença enorme na vida de uma mãe carente", pontuou Bebeth Andrade Lima, recordando as palavras do ex-governador Eduardo Campos, que, ainda no processo de implantação do programa, em 2007, disse que não iria permitir que nenhuma criança pernambucana saísse da maternidade sem roupa. "O ex-governador identificou essa demanda, posteriormente comprovada por uma pesquisa", lembrou Bebeth, citando as palavras de Eduardo: "O Mãe Coruja é uma política pública que vai marcar para sempre a vida das pessoas".

RECONHECIMENTO - A premiação que o Estado receberá em março é a segunda vencida pelo Mãe Coruja. Em 2014, o programa foi um dos vencedoros do Prêmio das Nações Unidades para o Serviço Público (UNPSA). Um reconhecimento internacional pela excelência na prestação do serviço público, que reúne ações de organizações públicas e agências de todo o mundo.

Arthur Cunha / ASCOM PE

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