terça-feira, 16 de abril de 2013

Coluna Cuide-se! Na hora de fazer não chamou a mamãe, porque está chorando agora?



A princípio é difícil de acreditar mas, uma em cada quatros mulheres brasileiras sofre violência na hora do parto. Andrea Dip em uma reportagem na Revista Fórum relata o seu sofrimento no momento do parto. Durante o pré-natal ela foi atendida por plantonistas ‘sem nome’. O nome dela variava de acordo com a fila de espera; um dia era 234, outro 252. 

Sofreu um exame de toque coletivo, feito por um médico e seis estudantes; de forma grosseira a enfermeira pedia que ela parasse de gritar por conta da dor; foi esquecida pela equipe; não teve direito a acompanhante; deram anestesia sem informar nada; fizerem uma episiotomia (corte na vagina) sem consentimento (procedimento desnecessário na maioria dos casos, segundo pesquisas modernas) e um mar de violência física e psíquica em um momento que deveria ser unicamente mágico e belo.



VIOLÊNCIA

Deixar a mulher privada de acompanhante, tratá-la de forma agressiva, com zombadeira, apática, de forma a deixa-la inferior, utilizando nomes infantis/diminutivos, submeter a procedimentos dolorosos desnecessários (lavagem intestinal, raspagem de pelos pubianos e tudo que deixe a mulher em situação de desconforto pode ser uma ato de violência. É necessário que a mulher assuma seus direitos e tenha voz nos centros de saúde da mulher e não passe por situações como essa em silêncio, veja abaixo as frases mais ouvidas durante o parto: 


LEIS

                A portaria 569 de 200 do Ministério da Saúde, diz: ‘Toda gestante tem direito a acesso a atendimento digno e de qualidade no decorrer da gestação, parto e puerpério’ e ‘Toda gestante tem direito à assistência ao parto e ao puerpério e que esta seja realizada de forma humanizada e segura’. A lei nº 11.108, de 7 de Abril de 2005 garante às parturientes o direito à presença de acompanhamento durante o trabalho e parto, parto e pós-parto imediato nos hospitais do SUS. Sabemos que essas normas raramente são seguidas, e cabe a nós pacientes e profissionais levantar a voz e fazer valer nossos direitos.

CESARIANA DESNECESSÁRIA

                No parto fisiológico o bebê tem menor chance de ir para uma UTI, ter problemas respiratórios, metabólicos, infecções e possui um melhor prognóstico. Em estudos recentes descobriram que ao bebê sair estéril ele entra em contato com bactérias da vagina estimulando um sistema imunológico mais saudável. Sabemos que é um longo caminho a percorrer pois o problema é multifatorial, envolvendo a classe médica, dos hospitais e da população. Sabemos que não existe limite para a realização de partos cesáreos e que depende unicamente da indicação médica. Por quê nosso médicos indicam tantas cesarianas?



LEVANTE-SE
                Sabemos das violências, sabemos das cesarianas muitas vezes desnecessária e sabemos também dos nossos direitos. O que fazer? É impossível não perceber que estamos em um sistemas os grandes possuem mais poder de voz, mas um paciente por menor que pareça unido com outros formando um povo são donos de um poder indiscutível. Faça sua parte e faça valer seus direitos de mulher, de pai, de mãe, de família. 

Dayvison Hebert

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