sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Encontro de Blogueiros do Mundo discute as " novas mídias sociais".

Foto: Amannda Oliveira

O segundo dia do 1.º Encontro Mundial de Blogueiros, começou com o debate sobre " O papel das novas mídias" na mesa palestrantes internacionais muito esperados pelos participantes: Kristinn Harfnsson , porta-voz do Wikiliks e Ignácio Ramonet, criador do Le Monde Diplomatique e autor do livro " A Explosão do Jornalismo", o jornalista brasileiro e blogueiros Luiz Nassif, a fundadora da agência de jornalismo investigativo Pública, Natália Viana e a blogueira gaúcha Tatiane Pires.

Foto: Amannda Oliveira
Harfnsson, falou sobre história do Wikileaks, destacando a perseguição que vem sofrendo e do bloqueiro econômico que lhes tem sido imposto com o objetivo de derrubar a instituição financeiramente.

Segundo ele, a mídia tradicional está mais preocupada com as celebridades do que com artigos sérios e que o Wikiliks veio para aumentar a transparência das informações fazendo chegar ao público os erros cometidos pelas administrações públicas e a corrupção.
Destacando que: "Sem transparência não existe democracia".

Kristinn, comentou que a mídia como todo sofreu uma lacuna há 10 , 20 de modo particular entre a confiança do público em relação a mídia de modo geral e que o  Wikiliks veio para preencher esta lacuna com  falou sobre a “lacuna” que se formou no jornalismo. 
Falou da decepção em trabalhar com grandes veículos da mídia tradicional como New York Times e The Guardian, e que se pudessem começar novamente teriam feito os acordos diretamente com jornalistas e não com as empresas de comunicação.
O jornalista se mostrou surpreso com os blogueiros que segundo ele são mais críticos que as mídias tradicionais e que o Wikiliks pretende em breve trabalhar com blogueiros.

O futuro vai ser decidido em breve e nós somos responsáveis por exigir transparência, por isso, a organização deverá dentro em breve, disponibilizar um espaço onde possamos receber informações de forma segura a partir de 28 de novembro e afirmou que ao contrário do que se publicou, o Wikiliks não morreu.

Foto: Amannda Oliveira
Ignácio Remonet , falou sobre a explosão da internet. Segundo ele, não se concebe jornalismo sem levar em conta as novas mídias , os novos web tutores, que estão direcionando o novo jornalismo.
Os meios tradicionais estão em crise de divulgação e econômica. O jornalismo de papel pode desaparecer em pouco tempo e com isso aqueles que detiveram o monopólio da comunicação começou a passar por uma crise de identidade, sem saber qual a sua função no jornalismo tradicional.
Os estados autoritários, utilizavam a informação para manter a população sob seu poder, hoje, através das novas mídias, a notícia parte do povo e convoca o povo para se rebelar como aconteceu no Egito.
Remonet, destacou que se todos os blogueiros do mundo marchassem para um único lugar teria o poder de uma colmeia de abelhas.

O criador do Le Monde, destacou que a inteligência coletiva hoje é superior a individual. O mundo das novas mídias é transitório e que não sabemos a duração e que em apenas 05 anos muito do que usamos hoje terá mudado. É um sistema efêmero que não tem vocação para estabilidade. 
"Estamos em uma revolução midiática e temos que ter consciência disso."

E finalizou: " O segredo de estado será cada vez mais difícil de proteger, e é preciso se adaptar a uma sociedade em que esse segredo será cada vez mais rejeitado pelas pessoas, principalmente quando ele proteger comportamentos condenáveis, como corrupção e nepotismos"


Foto: Amannda Oliveira

Luiz Nassif falou sobre o papel das novas mídias no Brasil, relembrando um pouco da história dos jornalismo no Brasil. Nassif criticou os partidos políticos que se organizaram através de blogs e Twitter para realizar ações terroristas de difamação via internet, coisa que não parte da blogosfera espontânea.

Os blogs tem um papel fundamental nas grandes transformações por que passa a sociedade brasileira, que inclui a ascensão de novos atores políticos e o desenvolvimento regional.

Segundo o jornalista, a mídia tradicional não está disposta a abrir mão do controle que sempre tiveram , por que usam isso como arma comercial e política.

Amannda Oliveira

Um comentário: