quarta-feira, 31 de julho de 2019

Imprensa de garanhuns em luto. Morre o radialista Jackson Fitipaldi

julho 31, 2019

Morreu na tarde desta quarta-feira, 31 de julho, aos 48 anos, o radialista Jakson Fitipaldi. Jackson sentiu-se mal e foi socorrido na casa de saúde Perpétuo socorro sendo medicado. Durante exames sofreu um infarto fulminante e faleceu. 

Jackson Fitipaldi era blogueiro e atuou por vários anos na Rádio Meridional AM como Técnico e Operador de Som. Ainda teve passagem pela Prefeitura de Garanhuns e Câmara de Vereadores do Município e atualmente era diretor da Web Rádio Antena. 

O velório acontece na central de velórios Osacre, rua São Vicente, bairro São José. O Sepultamento ocorre amanhã, dia 1.º de agosto, às 16h no cemitério São Miguel. 

Nossos sinceros sentimentos aos familiares. 

Amannda Oliveira

12.ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco terá como tema "Territórios Educativos e Culturais: diálogos possíveis"

julho 31, 2019

Evento será realizado no período de 12 a 17 de agosto mais algumas exposições começam nesta quinta-feira, 01 de agosto


O Governo de Pernambuco realiza de 12 a 17 de agosto, a 12.ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco que esse ano vem com o tema “Territórios Educativos e Culturais: diálogos possíveis”.  A solenidade de abertura, acontece no dia 12 de agosto, às 15h, no auditório É do Povo, do Museu Cais do Sertão, o professor, jurista e acadêmico Dr. Joaquim de Arruda Falcão irá proferir a palestra “Futuros possíveis: O patrimônio imaterial de Pernambuco”. Outra atividade marcada para a abertura é a exposição da Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, que estará montada no hall do auditório. A entrada é aberta ao público. 
Neste ano, o evento tem como proposta abrir um amplo e qualificado debate sobre as relações entre os territórios educativos e culturais e suas potencialidades para o Patrimônio Cultural. A temática agrupa significativa importância para o estabelecimento, continuidade e comprometimento do diálogo entre os campos do Patrimônio Cultural e da Educação.
Para o secretário de Cultura, Gilberto Freyre Neto, a escolha do tema da 12ª Semana do Patrimônio Cultural se deu porque é, no território, que é possível experimentar o patrimônio. “Entendemos que os territórios educativos e culturais despertam afetos, reforçam as construções simbólicas e as representações sociais, ao contribuir para a qualidade da vida social e cultural, valorizando e preservando os bens culturais que são legados da sociedade”, conta o gestor.
Já o presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto, destaca que “a Semana do Patrimônio é uma iniciativa coletiva, que tem como ponto de partida estabelecer espaços de diálogos sobre as diversas formas de compreensão, valorização, reconhecimento e preservação dos patrimônios culturais materiais e imateriais de Pernambuco”.
A programação deste ano conta com uma rica e multidisciplinar oferta de ações e atividades que se estendem durante todo o mês de agosto. Nesta quinta-feira, 01 de agosto, das 09h às 17h acontece a Exposição: O Sertão de Gonzaga e de Pe. João Câncio, no Museu Cais do Sertão. Já na cidade de Caruaru, acontece no dia 09 de agosto, das 08h às 17h a Exposição: Caruaru, cidade, patrimônio e poesia, no Museu do Barro.
No dia 13 de agosto, um dos destaques é a mesa redonda “Territórios Educativos e Culturais: Diálogos Possíveis”, que será realizada às 14h, no Centro Comunitário da Paz – COMPAZ Ariano Suassuna, no Recife (Av. Gen. San Martin, 1208 – Cordeiro).
O encontro será mediado por Gilberto Freyre Neto e contará com as participações de Fabiano Piúba, secretário de Cultura do Ceará; Raiana Ribeiro, coordenadora do Programa Cidade Escola Aprendiz (SP); e Murilo Cavalcanti, secretário de Segurança do Recife, representando a COMPAZ. Ao final, haverá uma apresentação do Cavalo Marinho Boi Tira Teima – Mestre Zé de Bibi (Patrimônio Vivo de Pernambuco).
A 12ª Semana do Patrimônio Cultural terá ações em 25 municípios pernambucanos: Abreu e Lima, Afogados da Ingazeira, Águas Belas, Água Preta, Araripina, Arcoverde, Bezerros, Camaragibe, Caruaru, Catende, Fernando de Noronha, Garanhuns, Gravatá, Igarassu, Ilha de Itamaracá, Jaboatão dos Guararapes, Limoeiro, Nazaré da Mata, Olinda, Palmares, Paudalho, Petrolina, Recife, Salgueiro e Santa Maria da Boa Vista.
Semana do Patrimônio - Idealizada pela Fundarpe em 2008, a partir de encontros para elaboração do Plano Estadual de Cultura, a Semana estabelece diálogos interdisciplinares entre diversas instituições com o objetivo de compreender, difundir, valorizar, reconhecer, preservar e salvaguardar o Patrimônio Cultural dos 185 municípios pernambucanos.
A data da realização foi escolhida em comemoração ao Dia Nacional do Patrimônio Histórico, 17 de agosto, aniversário de Rodrigo Melo Franco de Andrade, criador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Ao longo dos últimos 11 anos, a Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco fez parcerias com diversos municípios e agentes culturais, assegurando o compartilhamento e o acesso a conteúdos e a reflexões nas diferentes linguagens, reunindo preceitos das políticas de patrimônio cultural. Em 2018, a iniciativa foi contemplada com o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, na Categoria II – Iniciativas de excelência no campo do Patrimônio Cultural Imaterial.
Para conferir a programação CLIQUE AQUI.
Informações: Fundarpe

MPPE requer na Justiça bloqueio de bens de gestores públicos e empresas por sobrepreço na contratação de shows do FIG 2015

julho 31, 2019

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ajuizou duas ações civis públicas (ACPs Nº 0002180-14.2019.8.17.2640 e 2182-81.2019.8.17.2640) com pedido liminar de bloqueio de bens em desfavor do prefeito de Garanhuns, Izaías Régis, das ex-secretárias municipais de Turismo, Gerlane Melo, de Cultura, Cirlene da Silva, e de quatro empresas e seus representantes legais acusados de ter cometido lesão ao erário mediante sobrepreço na contratação dos shows da cantora Ana Carolina e da banda Capital Inicial para o Festival de Inverno de Garanhuns de 2015. O bloqueio dos bens visa congelar recursos com o objetivo de assegurar o ressarcimento dos prejuízos aos cofres públicos, que teriam sido de R$ 117.045,08 no show de Ana Carolina e de R$ 67.013,07 no show de Capital Inicial (valores atualizados).
Além da devolução dos gastos em excesso com a contratação dos shows, a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Garanhuns também requereu que cada um dos réus seja condenado ao pagamento de multa de até duas vezes o valor do dano.
Por fim, o promotor de Justiça Domingos Sávio Pereira Agra requereu que a Justiça condene os réus pela prática de atos de improbidade por dano ao erário e violação dos princípios da administração pública. A Lei de Improbidade Administrativa prevê, como punições, o ressarcimento do dano financeiro; a perda da função pública (no caso dos agentes públicos); suspensão dos direitos políticos por um período de cinco a oito anos; e proibição de contratar com o poder público.

Ana Carolina — as informações recebidas pelo MPPE dão conta de que o município de Garanhuns contratou, por meio de dispensa de licitação, a apresentação da cantora por R$ 227 mil. Esse valor incluiria o cachê da artista, deslocamento de equipamentos em caminhão, passagens aéreas, hospedagem e transporte da equipe.
Alguns detalhes chamaram a atenção do MPPE, como a nota fiscal do transporte dos equipamentos, que não possuía detalhes sobre a quantidade e peso do material transportado; e o aluguel de um ônibus, duas vans e um carro SUV para transportar uma equipe de 15 pessoas, quando seria necessário um único veículo.
Além disso, os agentes públicos, ao apresentarem o processo de inexigibilidade de licitação para contratar a artista, se basearam nos valores de shows contratados por entes privados, com características diversas da apresentação do FIG, em contrariedade ao parecer da própria Procuradoria Municipal de Garanhuns, que alertou para as exigências do Tribunal de Contas do Estado para a contratação direta de artistas.
“O Centro de Apoio Técnico Contábil das Promotorias de Garanhuns analisou os documentos apresentados pelas empresas e identificou um sobrepreço de mais de 75% em comparação à média que a artista vinha recebendo por apresentações na época. Para se ter uma ideia da desproporção, o valor aproximou-se do total do cachê e dos custos de produção pagos por um show da artista em Paris, que custou R$ 240.292,78”, apontou o promotor de Justiça.

Capital Inicial — a contratação da banda, por sua vez, custou R$ 230 mil, valor que foi apontado pelo Centro de Apoio Técnico Contábil como 32% superior à média de mercado para a referida banda no ano de 2015.
Na análise da documentação remetida pelas empresas, destacam-se o aluguel, pelo valor de R$ 28.505,00, de um ônibus que veio de São Paulo, apesar de os integrantes da banda terem feito o deslocamento até Recife de avião. Outra soma vultosa, R$ 17.236,80, foi gasta com hospedagem sem comprovação dos custos na nota fiscal apresentada.
Assim como no caso da contratação de Ana Carolina, a equipe da banda Capital Inicial alugou três vans para os deslocamentos dos 20 integrantes da equipe, embora esse serviço pudesse ter sido suprido pelo ônibus.
Da mesma forma, os agentes públicos, ao apresentarem o processo de inexigibilidade de licitação para contratar a artista, também se basearam nos valores dos shows mais caros da banda, em contrariedade ao parecer da própria Procuradoria Municipal de Garanhuns, que alertou para as exigências do Tribunal de Contas do Estado para a contratação direta de artistas.
“Não há nos autos evidências de enriquecimento ilícito de servidor público, mas há provas de danos ao erário em benefício das empresas contratadas por falta do devido zelo com o patrimônio público”, resumiu Domingos Sávio Pereira Agra.

Equipe da Secretaria de Assistência Social de Arcoverde vai participar da Assembleia Geral do Coegemas

julho 31, 2019


A Secretaria de Assistência Social de Arcoverde estará participando, na próxima sexta-feira, 2 de agosto, das 8h às 16h, no Recife, da Assembléia Geral do Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social (Coegemas). A assembléia será no auditório do Prorural, localizado na Rua Gervásio Pires, no bairro da Boa Vista, área central da capital pernambucana.

"Na ocasião, discutiremos, entre outros tópicos, a aprovação das alterações do Estatuto Social, a escolha dos delegados para o Encontro Nacional, eleição dos representantes regionais e orientações quanto ao processo conferencial", afirmou a secretária de Assistência Social do município, Patrícia Padilha.

O Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social de Pernambuco é uma associação civil, sem fins lucrativos, com autonomia administrativa, financeira e patrimonial, de duração indeterminada, regendo-se por estatuto e normas próprias, representando os municípios pernambucanos junto ao Governo Estadual, Federal e aos governos municipais, para fortalecer a representação municipal nos Conselhos, Comissões e Colegiados, em todo o território pernambucano. Seus objetivos são: defender a Assistência Social como Política de Seguridade, conforme os princípios constitucionais e as diretrizes da LOAS – Lei Orgânica de Assistência Social.

ASCOM

terça-feira, 30 de julho de 2019

Estudante de Arcoverde é classificada para a grande final do Concurso Ler Bem

julho 30, 2019
Foto: Israel Leão 

A estudante de Arcoverde, Stefanny Maria dos Santos Silva, da Escola Euclides da Cunha, é uma das três classificadas da semifinal regional do Concurso Ler Bem. Stéfanny, que tem 10 anos e mora no São Geraldo, leu um trecho da página 4 do livro "A Batalha dos Mamulengos", de Rubem Rocha Filho. As outras duas classificadas para a final do Concurso são: Fernanda Beatriz (de Tacaratu) e Isabelle Evelyn (de Tabira).
A competição, que aconteceu na tarde desta terça-feira, 30 de julho, no Auditório Muirá-Ubi, teve as presenças de toda equipe da Secretaria Municipal de Educação na pessoa da secretária Zulmira Cavalcanti, do vice-prefeito Wellington Araújo e também de vários secretários municipais de Educação e demais coordenadores pedagógicos da microrregião.
"É com alegria que assistimos a performance de Stefanny, agora ela vai com tudo para etapa final", comemorou Zulmira. Quem também aplaudiu a representante local foi o vice-prefeito. "Foi emocionante ver como Stefanny está preparada, ela observou bem a pontuação e a entonação na hora de ler", avaliou Wellington. 
Cada participante desta etapa do concurso ganhou um tablet Philco e um kit de livros. A grande final do Ler Bem acontecerá, em 1° de Outubro, no Museu Cais do Sertão, na capital pernambucana. A próxima etapa regional da competição acontecerá em Garanhuns. O primeiro lugar do Concurso ganhará três dias de lazer no Enotel Resort em Porto de Galinhas com direito a 5 apartamentos duplos e o 2° e 3° lugares poderão dispor de 2 apartamentos duplos. Os vencedores terão como acompanhantes pais, professores e diretores das respectivas escolas onde estudam.
De 22 candidatos-leitores, os jurados (composto por professores de Tacaimbó), escolheram 6 deles para poder chegar a escolha dos 3 finalistas. 
O Concurso Ler Bem é uma iniciativa da Associação Pernambucana de Atacadistas e Distribuidores (Aspa) e que conta com o patrocínio de 13 empresas do ramo de torrefação, construção civil, alimentação, atacados, enlatados e massas, entre outras.
Presenças ilustres - Duas estudantes não obtiveram classificação, mas chamaram atenção por sua ligação direta com a cultura popular. Evelyn (de Tabira) lembrou o poeta contemporâneo Dedé Monteiro declamando alguns versos. Já Maria Júlia Leite de Menezes (de Tuperetama), sobrinha do poeta Pedro Filó (irmão de Manoel Filó) emocionou a todos ao mostrar que carrega a poesia no sangue. A família de Júlia tem ainda os poetas e agitadores culturais - os irmãos Jorge e Ciro Filó.
Destacamos ainda entre as participantes Maria Vitória Alves Diniz (de Brejinho) que se alfabetizou ainda aos 7 anos de idade e Flávia Santana Rodrigues de Lima(de Santa Cruz da Baixa Verde) que as 6 anos já lia com desenvoltura. Flávia inclusive resumiu bem o que significou para ela a sua participação. "Foi uma grande experiência para mim; afinal aqui em Arcoverde fiz grandes amigos, não sabia que seria tão gratificante", afirmou Flávia.

ASCOM

Bossacucanova se junta a Roberto Menescal e divulga primeiro single do novo disco

julho 30, 2019
Desde sua formação, o Bossacucanova chamou a atenção ao misturar bossa nova e elementos eletrônicos. A receita deu certo e o grupo formado por Alex Moreira (teclados Hammond, Fender Rhodes e sintetizadores), Marcio Menescal (baixo e synth bass) e Marcelinho da Lua (scratches e samples) ficou marcado por sua habilidade em unir os diferentes estilos. Dessa vez, a banda se junta a um dos expoentes da bossa para lançar "1937", primeiro single do seu novo álbum.

A faixa instrumental conta com participação do pai de Márcio, Roberto Menescal, que também toca as guitarras e assina parceria em todas as músicas do CD que o grupo lançará em breve. O título da música, inclusive, remete ao ano de nascimento de Roberto, que ao longo de mais de seis décadas de carreira trabalhou junto a importantes cantores, compositores e instrumentistas. Outra colaboração especial é de Paulinho Trompete, conhecido por ter tocado com grandes artistas e que criou os arranjos dos naipes de metais, além de tocar trombone, trompete e flugelhorn. Ao longo da faixa, o arranjo une synths, guitarras e baterias que remetem às big bands da era clássica do jazz e do jump blues. Moogie Canazio mixou e produziu o single. "Essa música foi o start do disco, a primeira que começamos a trabalhar. A ideia do álbum surgiu muito da vontade de passear com a bossa pelo blues — um estilo que o Menescal gosta muito", comentou Marcelinho da Lua.

Com direção de BrunoLT, o clipe da faixa já pode ser assistido no YouTube. O vídeo foi gravado no próprio estúdio do trio. O novo álbum do Bossacucanova, "Bossa Got The Blues", chega em CD e nos aplicativos de música no início de setembro pela gravadora Deck. "1937" já está disponível nas plataformas digitais.

Marcus Cesar

Arcoverde: Presa em São Paulo a assassina de Gilmar do Caras e Bocas

julho 30, 2019
Na tarde desta terça-feira, dia 30 de julho de 2019, após investigações da Delegacia de Polícia da 156ª Circunscrição de Arcoverde, e da 19ª Delegacia Seccional de Arcoverde, foi presa em São Paulo Márcia Cristina de Oliveira Luna, conhecida como Márcia Bel, acusada do assassinato do músico Gilmar Azevedo, da Banda Caras e Bocas, ocorrido há 16 anos, em Arcoverde. A prisão aconteceu através da parceria com a Polícia Civil de São Paulo.

O crime aconteceu no mês de maio do ano de 2003, sendo a vítima atingida por um disparo de arma de fogo, na cabeça, pelas costas, no interior de um veículo, de forma traiçoeira, e sem chance de defesa. O crime gerou um clima de comoção, e uma gigantesca repercussão, inclusive, com a veiculação dos detalhes no programa Linha Direta, da Rede Globo.

Após o crime, a autora fugiu, e permaneceu oculta na cidade de São Paulo, escondendo-se dentro de um extenso contingente populacional e territorial, tendo sua localização revelada, em virtude do trabalho investigativo e coletivo entre as Polícias Civis de Pernambuco e São Paulo, com intensa troca de informações.

A acusada deverá ser trazida para Arcoverde, aonde deverá ser julgada pelo crime que marcou a cidade na época. Ao lado do músico Luiz Henrique, Gilmar Azevedo criou a banda Caras e Bocas, que também deu nome a um bar que era um dos points da noite arcoverdense nos anos 90.

Fonte: A Folha das Cidades

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Etapa semifinal regional do Concurso Ler Bem acontece em Arcoverde

julho 29, 2019
Foto: Israel Leão
Nesta segunda-feira, 29 de julho, a Associação Pernambucana de Atacadistas e Distribuidores – Aspa, em parceria com a Secretaria de Educação e Esportes da Prefeitura de Arcoverde, inicia a etapa semifinal regional do Concurso Ler Bem. A iniciativa, que também continua na terça-feira, 30 de julho, acontece no auditório do Restaurante Muiraubi, anexo ao Hotel Olho D’água dos Bredos.

“Aproximadamente 20 municípios estarão com os seus leitores participando da etapa semifinal regional. Através desta fase do concurso, será escolhido o finalista a nível de Pernambuco, para a última etapa do Ler Bem, prevista para acontecer no mês de outubro deste ano”, explicou a secretária municipal de Educação e Esportes, Zulmira Cavalcanti.
Arcoverde terá como representante a estudante Stefanny Maria dos Santos Silva, da Euclides da Cunha, classificada em 1º lugar na etapa final municipal, ocorrida no último mês de junho. “Stefanny está em contagem regressiva para representar não só a sua escola, mas todo o município de Arcoverde nesta importante competição”, destacou Zulmira.

O Concurso Ler Bem possui entre os seus objetivos estimular à leitura especialmente para estudantes. Em Arcoverde, a iniciativa contou no ano de 2019, com a participação direta de 1.500 estudantes nas etapas que o município foi classificado. 

ASCOM

domingo, 28 de julho de 2019

FIG chega ao fim celebrando a diversidade artística, a troca de saberes e a acessibilidade

julho 28, 2019
Foto: Léo Caldas/Secult-PE/Fundarpe


Cultura pulsando em toda parte; cerca de quinhentas apresentações artísticas e mais de três mil artistas circulando por uma cidade. Tome agasalho e capas de chuva para acompanhar os sete palcos de música de todos os os gêneros, para todos os gostos: pop, forró, instrumental, cultura popular, erudita, experimental, dos mais intimistas aos de lotar a praça com uma média estimada em 60 mil pessoas. Essa foi a média de público circulante pela Esplanada Dominguinhos e adjacências, durante os dez dias do maior festival de arte e cultura da América Latina. Ao todo, a organização estima que em torno de 600 mil pessoas circularam pela cidade, durante os 10 dias do evento.

No circo, no teatro, nos espetáculos de dança e no cinema, lotação registrada em todas as sessões. A visitação também foi intensa na Casa Galeria Galpão, na Praça da Palavra, no Pavilhão do Artesanato e no Polo Gastronômico. O 29º FIG acaba, como todos os anos, com gosto de quero mais. Mas, antes que chegue à 30ª edição, a coordenação do festival faz um balanço não só quantitativo, mas sobretudo qualitativo deste evento que já é um dos mais importantes do calendário artístico e cultural do país.

Totalmente concebido e realizado pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundarpe, em parceria com a Prefeitura de Garanhuns e apoio da Cepe Editora, Sesc e Sebrae, o FIG neste ano lançou uma ferramenta que permitirá que a gestão avalie seus impactos e promova melhorias para sua 30ª edição. A pesquisa foi uma parceria da Secult e Fundarpe com o App Colab e, para quem ainda não participou, há tempo ainda de baixar o aplicativo e responder às questões.

“Tivemos um FIG exitoso, de excelente qualidade artística e técnica, e que queremos melhorar ainda mais para o próximo ano, quando o festival completa trinta edições. Para isso, lançamos essa novidade, uma pesquisa inédita que está sendo respondida pelos que viveram o FIG, promovida graças a parceria com o aplicativo Colab, um projeto piloto que vai nos auxiliar a aprimorar o evento nas próximas edições. Destaco ainda o Figuinho, uma programação especialmente montada para as crianças que são um público cativo e muito especial para o FIG; além da Plataforma FIG, que começou o contato com a América Latina, o que é um marco para o FIG. Quem sabe uma internacionalização, através de uma parceria?”, coloca Gilberto Freyre Neto, secretário de Cultura de Pernambuco.

Fruição, produção artística e cultural, troca de saberes e formação cultural. São essas características que tornam o festival único em seu conceito. Mesmo o público que vem só para curtir as atrações, para brincar, termina aprendendo e levando consigo um aprendizado muito maior, que reverbera e contribui para que ele passe a ouvir, ler, assistir e ser plateia para outras produções culturais, seja produzida em Pernambuco, seja de qualquer lugar do mundo. Do local para o universal, da raiz para o contemporâneo. A programação do FIG contribui para uma compreensão maior sobre a formação da identidade do nosso povo. Ensina ainda sobre respeito, diversidade, tolerância, consciência política, liberdade e comunhão.

“O FIG de 2019 foi o melhor dos últimos tempos. Alguns motivos nos levam a essa convicção. Entre eles podemos falar do maior investimento feito em mídia, que gerou um conhecimento maior da população do que acontece em Garanhuns nesses dez dias de festival. O próprio público, incluindo os artistas contratados, reconheceu a qualidade artísticas das atrações selecionadas lotando todos os polos de atração, a rede hoteleira e as ruas, com restaurantes cheios e forte movimento do comércio. Tivemos ainda uma ampla cobertura da imprensa, inclusive a nacional, o que no final resultou no FIG alegre, de paz e celebração”, destacou o presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto.

O FIG se destacou esse ano também pela presença da acessibilidade comunicacional, com ações voltadas para pessoas com deficiência auditiva e visual e contratação de profissionais com deficiência também. Foram vinte e seis profissionais ao todo. Entre eles, intérpretes de libras nos palcos Dominguinhos e de Cultura Popular; audiodescrição no teatro e no circo; além da presença do roadie Luan Albuquerque, que encontrou ambiente propício para executar sua função.

Durante os dias do festival, a Secult levou para o FIG a campanha do Mapa Cultural de Pernambuco. A plataforma digital reúne informações sobre agentes, espaços, eventos e projetos culturais, e é uma ferramenta para construção de indicadores culturais que auxiliem na construção de políticas públicas para a cultura, pelo governo. “Nosso objetivo é mostrar como o mapa funciona e qual o seu objetivo. Mesmo com a agitação do FIG, as pessoas estão se mostrando interessadas no tema e a aceitação está sendo bem legal. Vários visitantes, inclusive, já tinham cadastro no Mapa, mas muitas outras pessoas não tinham”, contou Valentine Herold, coordenadora do Mapa Cultural de Pernambuco, que apresentou a plataforma para o público em alguns espaços do FIG.

DESTAQUES
“Uma marca desta edição, que tem se consolidado, é a diversidade. A possibilidade que o Governo do Estado traz para a população de ver espetáculos nas mais diversas linguagens que talvez, por conta de tantas coisas, não circulariam aqui, neste país de dimensão continental. Eu acho que isso é o que mais me emociona e me impulsiona a coordenar este festival, porque acredito muito na força transformadora da cultura. E a força que o FIG tem enquanto impulsionador da cultura, da economia da cultura e para trabalhar o olhar do público. Tivemos registros de todos os polos lotados”, avalia André Brasileiro, curador e coordenador-geral do FIG. Ele destaca ainda o modelo pelo qual os artistas foram selecionados. "As convocatórias são públicas e neste ano trabalhamos com quase 95% dos nomes que compuseram a programação selecionados a partir desta convocatória, dentro do perfil de cada noite e do perfil do FIG de uma maneira geral", ressalta.

PALCOS
O Palco Pop se destacou mais uma vez pela diversidade musical, com destaque para a cena pop mais alternativa, periférica e underground. Destaque para os shows de Jards Macalé, já no primeiro dia, que trouxe muitos fãs, de vários lugares do Nordeste, que acompanham sua carreira há anos. O rap se fez presente nordestino, como Diomedes Chinaski, e o carioca MV Bill, que reuniu o maior público do pop, em torno de 5 mil pessoas. Nos demais dias, o palco reuniu um público em torno de 3 mil pessoas.

No Palco Dominguinhos, o FIG rendeu-se a um dos gêneros mais curtidos pelos pernambucanos e trouxe acertadamente o gênero brega, escalando artistas que construíram carreiras sólidas sem ter que apelar para a vulgarização e outras violências. Aliás, violência foi algo que passou longe dos palcos do FIG. Nenhuma ocorrência grave foi registrada pela Polícia Militar. Depois da noite do brega - que chegou a registrar um público em torno de 60 mil pessoas - o Dominguinhos registrou praça completamente lotada em todas as noites. Termômetro para a escolha acertada das atrações. Shows como os da homenagem a Jackson do Pandeiro, Céu, Letrux, Barão, Toni Garrido, Lenine, Alcione, Elba Ramalho, Otto, Roberta Miranda atraíram não apenas o público do artista mas aquele que já é cativo da Esplanada Mestre Dominguinhos, sinônimo de excelentes shows, nos encerramentos das noites do FIG.

Pelo Palco Instrumental passaram grandes artistas da cena instrumental do Recife, de Garanhuns e do Brasil como um todo. O palco é uma grande vitrine para músicos que tocam para um público de ouvido mais exigente, que vão ao palco para apreciar aqueles que podem ser enquadrados no experimentalismo da música instrumental. O local chegou a registrar um público de até duas mil pessoas, segundo o coordenador Antônio Pinheiro. Ele também comentou sobre a ação do Figuinho, que pela primeira vez ocupou o Parque Ruben Van Der Linden, no mesmo palco das bandas instrumentais. “Tivemos vivências circenses, contação de histórias que envolveram o público, e a apresentação de Carol Levy, que considero o ponto alto do palco. Foi um espaço de interação com a família que eu espero que se repita nos próximos anos”, comentou.

O Palco do Forró é um palco muito apreciado pela população mais tradicional de Garanhuns, que valoriza os artistas mais regionais e gosta de dançar. “A rua fica cheia e muito animada. O povo vai para dançar, cantar com seus artistas, não tivemos registros de brigas e tudo ocorreu na maior paz”, diz Lúcia Ramos, coordenadora do Palco Forró, que estimou um público de cerca de 3 mil pessoas por noite do Forró.

O Palco de Cultura Popular Ariano Suassuna recebeu em sua programação as mais diversas manifestações populares do Estado, entre elas os Patrimônios Vivos de Pernambuco. O espaço também recepcionou artistas e grupos de Garanhuns e do Agreste Meridional e atividades culturais vivenciadas nas unidades escolares de Ensino Médio da região. “Foram oito dias de alegrias e emoções, com apresentações que mostraram ao público o brilho, a beleza e a resistência daqueles que mantêm viva as nossas tradições culturais”, diz Tereza Amaral, coordenadora de Cultura Popular da Secult.

A programação reuniu 106 apresentações, dentre elas cinco Patrimônios Vivos de Pernambuco (Tribo Indígena Carijós do Recife, Clube Carnavalesco Mixto Seu Malaquias, Banda Saboeira, Clube Carnavalesco Misto Cariri Olindense, Mestre Galo Preto). Cerca de 2500 artistas, brincantes e alunos das escolas públicas passaram pelo local, que reuniu um público estimado em três mil pessoas por dia. O Espaço Mamulengo, que aconteceu na estrutura do Som na Rural, durante três dias, aconteceram ainda cinco apresentações de artistas da cultura popular do Estado, incluindo o Patrimônio Vivo, Mestre Zé Lopes.

Catedral - A Catedral de Santo Antônio já se tornou o espaço de música mais concorrido do FIG. Com uma capacidade em torno de 800 pessoas sentadas (ainda havia o público que ocupava os fundos e a lateral), a igreja ficou lotada todos os dias para assistir as apresentações programadas pelo Conservatório Pernambucano de Música e pelo Festival Virtuosi na Serra. Destaques para as apresentações de SaGrama com Antônio Nóbrega, Leila Pinheiro, Sheyla Costa cantando Elis Regina, e a Orquestra Jovem de Pernambuco.

Som na Rural - O pavilhão que abrigou o Som na Rural, neste ano, no FIG conservou, segundo o coordenador Roger de Renor, as características conceituais do projeto, que são de deixar o artista bem perto do seu público, como nas ações de rua habituais do projeto. “As pessoas têm acesso liberado para falar com o artista sem muitas barreiras e, ao mesmo tempo, esse padrão de palco permite que o público tenha o conforto necessário porque o local é coberto e dá ao artista uma condição técnica, de som e luz, que nas edições da rua não tem”, diz Roger.

Ele ressaltou o feedback dado pelos próprios artistas, que ficam duplamente satisfeitos. Primeiro por estarem na programação do FIG e depois por tocarem no Som na Rural, que tem uma chancela, uma marca própria. Também foi destaque o fato da Rural ter sido comandada por uma equipe formada apenas por mulheres, o que evidenciou a excelência do trabalho técnico desenvolvido por elas, dentro de funções majoritariamente comandada por homens.

Plataforma FIG - Já consagrada, a Plataforma FIG reuniu os diversos profissionais do segmento de música do Estado e do Brasil, numa série de mesas redondas, debates e palestras que buscaram atrair novas parcerias para impulsionar a cadeia produtiva local. Neste ano, a ação teve como foco a construção de pontes entre o Brasil e seus países vizinhos, fortalecendo o reconhecimento do Brasil como um país latino-americano e a exportação da cena pernambucana para esses países.

Para isso, foram convidados representantes de vários festivais brasileiros, como Música Mundo (BH), RecBeat (PE), Queremos (RJ), Coma (BSB), Maloca (CE), Mada (RN), Conexão Latina (SP), Festival MUCHO (SP) e Festival Radioca (BA), e produtores internacionais, como Paula Rivera, presidenta do Instituto Nacional de Música da Argentina, e Hernan Halak (ARG), vice-presidente da MMF Latam e diretor da produtora cultural Mundo Giras e do Festival MUCHO. O evento contou com a curadoria e produção de Priscila Melo (SP).

"A Plataforma FIG já se consolidou como um lugar de diálogo, de troca de conhecimento, experiências e informações, fomentando uma análise do mercado atual e novos possíveis formatos. Então, quando investimos na internacionalização das nossas parcerias, queremos sinalizar aos produtores daqui do Brasil e de fora que é possível apostar em nossos artistas e, com isso, abrir novos mercados", avaliou Andreza Portela, coordenadora de Música da Secult.

Redes sociais - As páginas da Secult-PE/Fundarpe e do Festival de Inverno de Garanhuns registraram, desde o último dia 18 de julho, um engajamento de público de mais 1,6 milhão de usuários trafegando nas duas redes. Além disso, ganharam 11 mil novos seguidores nos perfis oficiais do Instagram. O perfil oficial do FIG (@festivaldeinvernodegaranhuns) alcançou mais de 20 mil seguidores, e do Cultura.PE (@cultura.pe) mais de 15 mil.

Polo da Dança - A programação de Dança do 29º FIG teve como foco a diversidade da dança brasileira. A curadoria trouxe grupos, coletivos e companhias de dança que se inspiram nos universos poéticos reais dos povos que nos constituem como nação. “A urbanidade das cidades, os mitos africanos, o sertão nordestino, as relações amorosas, nossos ancestrais indígenas, além do já absolvido legado ocidental. O FIG foi uma aula sobre o povo brasileiro, e o público se encantou com tudo isso, pois marcou presença assídua, lotando o Salão Jaime Pincho/Sesc durante os seis dias de programação”, comenta a coordenadora de dança da Secult e das ações de dança no FIG, Maria Paula Costa Rêgo.

Ela destaca ainda, como novidade, a ação Interações Estéticas, que consistiu na troca de conhecimentos entre duas companhias de dança, fortalecendo as relações profissionais e o crescimento mútuo. Os bailarinos da cidade tiveram também a oportunidade de fazer oficinas de dança com renomados professores de dança do cenário nacional.

Teatro - A programação reuniu 23 espetáculos de teatro, entre eles, alguns premiados em Pernambuco e do Brasil. Falaram de afetividades, e de como esses territórios de afeto conseguem romper barreiras, subverter as dores e as dificuldades do humano. “Falamos de deficiência, de corpos e ausências. Fizemos acontecer um teatro que fricciona realidade, utopias, política e ficção. Fizemos sessões extras, e ingressos esgotados todos os dias”, ressalta José Neto, assessor de teatro e ópera da Secult e das ações de artes cênicas no FIG. Os polos teatrais do FIG receberam em torno de dez mil espectadores.

O Teatro Luiz Souto Dourado sediou a Mostra Adulto e a Mostra para Infância. O Teatro Alternativo, em sua quarta edição ocupando os espaços da cidade, transformou lugares convencionais em casas de espetáculo e teve grande repercussão”, diz o coordenador. Alessandra Maestrini, Matheus Nachtergaele, Gilberto Gawronski, Ana Carolina Marinho, Cristiano Burlan, Ariadne Antico, Coletivo Grão Comum, Lívia Falcão, Tânia Farias, Tropa do Balacobaco, Cênicas Cia. de Repertório, Robson Torinni e muitos grandes nomes passaram por Garanhuns, envolvendo o público na arte do encontro, o teatro.

Praça da Palavra - Homenageando o escritor Jomard Muniz de Brito, a Praça da Palavra recebeu um público médio circulante de cinco mil pessoas, nos dez dias do evento. Além da mostra de livreiros, o local promoveu lançamento de livros com debate com os autores, contação de histórias, recitais e musicais. “O público destacou a riqueza da programação, a variedade de atividades que oferecemos, com uma programação riquíssima que mais uma vez atendeu as expectativas”, avalia Roberto Azoubel, coordenador de literatura da Secult e do espaço.

Espaço Patrimônio - O FIG também recebeu neste ano a exposição comemorativa dos onze anos da Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco. No espaço, localizado na Praça Luiz Souto, além da mostra, o local recebeu ações na área de preservação patrimonial e, num dos estandes, o público pode registrar seu apoio, por meio de um abaixo assinado, à titulação da ciranda como Patrimônio Imaterial do Brasil. “Tivemos uma visitação expressiva nestes últimos dias. Pessoas de vários municípios nos procuraram para fechar novas ações e parcerias, o que demonstra o potencial das nossas atividades”, conta Roberto Carneiro, responsável pelo Espaço do Patrimônio no FIG.

Circo - Os espetáculos de circo registraram lotação esgotada em todas as onze sessões. Quase 15 mil pessoas compareceram ao espaço. Entre os destaques da ação de Circo no FIG temos a duplicação dos espetáculos nos finais de semana, o lançamento do Prêmio Palhaço Cascudo de Incentivo às Artes Circenses 2019, a presença de números circenses na abertura do espaço do Teatro Alternativo e no Palco do Som Na Rural, além de atividades circenses no parque Rubem Van Der Linden, voltado para público infanto-juvenil, dentro da programação do Figuinho. A Patrimônio Vivo de Pernambuco, Índia Morena foi um destaque a parte na programação, como mestre de cerimônia da Mostra de Números Circenses. “Os circos intinerantes são o grande eixo de sustentação e do encantamento da programação de circo no FIG. Com o aumento de mais três espetáculos foi possível atender a um público maior, numa demonstração de que a população de Garanhuns é cativa na lona e valoriza bastante as artes circenses”, avalia Jorge Clésio, assessor de circo da Secult.

Casa Galeria Galpão - Com endereço novo na avenida Rui Barbosa, a mais movimentada de Garanhuns, a Casa Galeria Galpão superou as expectativas de público e, no dia do seu encerramento, neste sábado (27) a expectativa é que supere a marca de cinco mil visitantes. O local reuniu exposições das linguagens de fotografia, design e moda, e artes visuais. “Mais uma vez a Casa Galeria Galpão conseguiu cumprir um papel importante no FIG, o que demonstra a força dessas três linguagens - Artes Visuais, Fotografia e Design e Moda - e estimula os produtores e artistas a apresentarem propostas de exposições cada vez melhores. O espaço esse ano ficou numa boa localização, o que permitiu uma excelente visitação”, diz Márcio Almeida, coordenador de artes visuais da Secult.

Pavilhão do Artesanato - Um público estimado em 4 mil pessoas por dia circulou pelo Pavilhão do Artesanato, que contou com 76 estandes de artesãos de Pernambuco. “Além dos indicadores objetivos, temos os indicadores subjetivos. Os artesãos se mostram satisfeitos, valorizam e defendem essa ação com o artesanato e a gente percebe a integração e a confraternização entre eles, o que também é muito importante. Contamos com a presença dos Patrimônios Vivos Mestre Saúba e o Mestre Zé Lopes, além de dois pontos de cultura, a Rede Mestres de Brinquedos e a tribo Fulni-ô, de Águas Belas”, conta Breno Nascimento, assessor de artesanato da Secult. Ele estima que, ao final da feira, seja contabilizado um faturamento em torno de R$ 250 mil em produtos comercializados.

Audiovisual - Ao longo dos últimos dias, o Cine Eldorado reuniu, em suas 12 sessões, em torno de 1,2 mil pessoas. Além da Mostra Infantil, que exibiu filmes e animações pela manhã, a programação do audiovisual contou com a estreia dos filmes "Estou me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar", dirigido por Marcelo Gomes, e Jackson, na batida do pandeiro, dos cineastas Marcus Vilar e Cacá Teixeira. "A exibição dos nossos filmes permitiu uma troca muito interessante com o público, pois, além de conhecer os filmes e animações de produções pernambucanas e brasileiras, eles puderam conversar diretamente com os diretores sobre suas impressões, num diálogo aberto e enriquecedor", conta a coordenadora de Audiovisual da Secult, Luciana Poncioni.

Formação Cultural - “Este ano podemos dizer que retomamos uma importante tradição do Festival de Inverno de Garanhuns, no que diz respeito ao papel e ao investimento na Formação. “Trouxemos alguns importantes nomes nacionais para fazer repasse de ‘saberes e inquietações’ no que diz respeito à gestão e à produção artística, que são fundamentais, no atual momento de cortes, pelo governo federal, dos recursos para fomentar a Cultura no Brasil”, avalia Tarciana Portela, gerente de Formação Cultural da Secult.

Além das oficinas de formação cultural - que procuraram atender a demandas de qualificações na área da produção cultural já identificadas anteriormente, inclusive para o público garanhuense, a formação cultural no FIG envolveu duas ações especiais: o Seminário Arte Contemporânea em Perspectiva e a Plataforma FIG. Quase 600 pessoas foram atendidas por todas as ações de formação. O projeto Outras Palavras também foi retomado pela Secult, durante o FIG, numa edição especial dentro da Praça da Palavra.

Gastronomia - No Instituto Histórico Geográfico e Cultural de Garanhuns instalou-se neste ano o Polo de Gastronomia do FIG. Todos os assentos ficaram lotados, diariamente, para receber chefs de cozinha, alguns bem famosos, como Carmem Virgínia, que foram lá preparar seus pratos. “A gastronomia este ano teve como tema a sustentabilidade. Todos os convidados trouxeram reflexões acerca da gastronomia enquanto cultura, pensando na sustentabilidade. A viabilidade desta ação se deu inclusive pelo encontro de todos os convidados, com relação de troca de conhecimentos. A ocupação superou as expectativas todos os dias”, comenta a assessora de Gastronomia da Secult, Ana Claudia Frazão.

ASCOM/FUNDARPE

Festival de Inverno de Garanhuns se despediu com gostinho de quero mais

julho 28, 2019
Foto: Amannda Oliveira

A 29ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns se despediu na madrugada deste domingo (28), com a caraterística peculiar do evento, a multiplicidade das artes, muito frio e a garoa. No Palco Pop o grupo Ave Sangria que trouxe ao evento o show do seu segundo disco "Vendavais". Já na Catedral de Santo Antônio, a grande atração da noite era o cantor João Bosco, com o show "Mano que Zueira". No Palco Mestre Dominguinhos couve a cantora e compositora Andrea Amorim que subiu ao palco comemorando 20 anos de carreira. A cantora grava em outubro um dvd no Teatro Luiz Souto. " Eu já realizei muitas coisas na minha vida. Tenho vivido como diz a música " deixa a vida me levar". Já recebi tanto da vida que só tenho a agradecer". 

Foto: Amannda Oliveira

Maciel Salú apresentou o show de seu álbum mais recente, intitulado Liberdade lançado em 2018. Com forte tom político e social, “Maracatu Sem Lei”, com influências do rock ‘n roll, “Jurema” e Liberdade” não ficaram de fora do repertório. O show ainda contou com a participação do Maracatu Piaba de Ouro.

Foto: Amannda Oliveira

A banda Mundo Livre S.A veio com o show A Dança dos Não Famosos perpassando por sucessos da carreira, como Meu Esquema e Mexe Mexe. No backstage durante conversa com imprensa, o vocalista Fred 04 relembrou de Chico Sciense ao falar do legado de Jackson do Pandeiro, homenageado do FIG. "Quando assinamos com gravadoras do Sudeste, um diretor artístico disse para Chico: 'Eu vejo em você um pouco do Jackson do Pandeiro. O Brasil já sentia falta daquele sotaque nordestino de Jackson, algo que reverbera na identidade brasileiro até hoje".

Foto: Amannda Oliveira

A baiana Marienne de Castro fez um show deslumbrante. A cantora trouxe na bagagem as suas raízes africanas e no repertório músicas como "Pureza da Flor", "A Deusa dos Orixás", de Clara Nunes, "Homem Com H", de Ney Matogrosso, “É D'Oxum” e “Cordeiro de Nanã.” Um dos momentos mais emocionantes da noite foi quando a cantora convidou a cirandeira Lia de Itamaracá para uma participação especial, onde juntas cantaram e dançaram “Minha Ciranda”, originalmente interpretada pela própria Lia.

Foto: Amannda Oliveira

O também pernambucano Almério, dividiu o palco com Mariene na música Canto de Ossanha. A missão de encerrar o Festival de Inverno de Garanhuns ficou por conta da cantora Maria Rita que trouxe ao FIG o seu mais novo show  " Amor e Música".

Foto: Amannda Oliveira

A cantora abriu o show com " Não deixe o samba morrer" e desfilou uma série de sucessos como " A pureza da flor", " Cara Valente", " O show tem que continuar", " Vou festejar" e canções que marcaram a carreira de Elis Regina como " O Bêbado e o Equilibrista" e " Como nossos pais".

E a contagem regressiva para a edição comemorativa aos 30 anos do maior festival da América Latina já começou. O evento será voltado ao tema da sustentabilidade. 

Amannda Oliveira

Em Arcoverde, Festa do Agricultor de Caraíbas termina mostrando toda a diversidade cultural do ciclo junino

julho 28, 2019
Foto: David Mayer
A 47ª edição da Festa do Agricultor de Caraíbas, que este ano teve como tema ‘A Tradição dos Irmãos do Reisado na Terra do Agricultor’, na zona rural de Arcoverde, foi encerrada na noite de sábado, 27 de julho, mostrando toda a diversidade cultural do ciclo junino de Arcoverde. Moradores e turistas lotaram a praça da comunidade para ver de perto o Samba de Coco Fulô do Barro, o Reisado Encanto das Caraíbas, a cantora Nágylla Ferreira e o Forró de Candeeiro.
Na ocasião, a prefeita Madalena Britto homenageou os ‘Irmãos do Reisado’, que encabeçam o Reisado Encanto das Caraíbas, Mestres Paulo e Antônio Cruz, ao fazer a entrega de troféus aos dois expoentes da nossa cultura. Também compareceram o vice-prefeito de Arcoverde, Wellington Araújo, o secretário de Agricultura, José Alberto Estevam Vaz e demais lideranças comunitárias daquele distrito.
O reisado na região de Caraíbas teve início no final dos anos 30. Há 81 anos, quando o folguedo popular começou a se estruturar, com os mestres, os músicos e os dançarinos. Atualmente, o maior desafio é manter a tradição através das gerações. "Por isso é que a gestão municipal e a Secretaria de Turismo e Eventos entendem a importância do Reisado de Caraíbas no nosso cenário cultural e ano após ano, temos valorizado o folguedo", ressaltou o secretário municipal Albérico Pacheco. 
No início, o reisado era visto apenas como uma diversão. Após as novenas, as pessoas se reuniam para tocar e dançar e passavam por todas as casas do povoado. Os mestres recebiam uma lembrança (presente) dos donos das casas.
Realizada há mais de quarenta décadas, a festa reúne agricultores, artesãos e mestres da cultura popular para celebrarem a padroeira da comunidade, Sant'Ana, no palhoção localizado ao lado da igreja do povoado. Já na sexta-feira, 26 de julho, primeira noite do evento, estiveram se apresentando nomes como: Aleff Rafael & Boys na Farra, Jadson Vaqueiro, Wagner Carvalho e Valdinho Paes.
A realização da 47ª edição da festa contou ainda com o Novenário do Agricultor, torneios esportivos, alvoradas festivas, exposições com elementos que marcam a saga dos agricultores na temporada junina e barracas com comidas típicas, tais como: milho, canjica, pamonha e bolos, além de espetos de carne de bode, uma das especiarias da região.
"Vale lembrar que Caraíbas também é o berço de João Silva, um dos maiores compositores do Brasil, parceiro em muitas músicas com o Rei do Baião Luiz Gonzaga. Portanto, é sempre bom e salutar e reverenciar quem tanto faz por nossos folguedos populares", destacou Albérico Pacheco. Estiveram, ainda, presentes o vice-prefeito Wellington Araújo, o secretário de Agricultura José Alberto Estevam Vaz e demais lideranças comunitárias daquele distrito.
A Festa do Agricultor de Caraíbas foi uma realização da Prefeitura de Arcoverde, através das secretarias municipais de Agricultura, Turismo e Eventos, e Cultura e Comunicação, em parceria com a Associação Cultural Reisado de Caraíbas.

ASCOM

sábado, 27 de julho de 2019

Na penúltima noite do FIG dedicada ao samba as mulheres reinaram absolutas

julho 27, 2019
Foto: Amannda Oliveira

A penúltima noite do  29.º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) foi marcada pelo compasso do samba no Palco Mestre Dominguinhos. A chuva que caía na noite fria da terra da garoa, não impediu que o ritmo brasileiro esquentasse o público num mar de sombrinhas. Quem abriu a noite foi o homenageado do Carnaval do Recife de 2019, Belo Xis. O compositor e intérprete da Escola Gigantes do Samba abriu o show dizendo que “a noite é de homenagens.” Pela quarta vez subindo no palco Dominguinhos, o sambista cantou o repertório autoral de seus mais de 40 anos de carreira.  

Foto: Amannda Oliveira

Após quatro meses longe dos palcos, a pernambucana Karynna Spinelli fez um retorno triunfal aos palcos. A cantora e compositora criadora do Clube do Samba trouxe ao palco samba tradicional e os batuques dos terreiros. O show abayomi como foi batizado significa encontro precioso.E marcou o reencontro de Karynna com o festival. O projeto celebra a obra de Ivone Lara, Leci Brandão, Alcione, Lia de Itamaracá, Jovelina Pérola Negra, Clementina de Jesus, Tia Ciata e Beth Carvalho trazendo no seu repertório músicas como “Sorriso Negro”, “Não deixe o samba morrer”, “Linha do Mar”, “Embala eu”, “Marinheiro Só” e “Enredo do meu samba”. O show foi dedicado a Mayara Estefanny, vítima de feminicídio na última quinta-feira (25) em Limoeiro, Agreste pernambucano. 


Foto: Amannda Oliveira

A cantora Carla Rio, apresentou um show em homenagem à madrinha do samba, Beth Carvalho. Artista estreante no festival, Carla teve em mente a excelência da sambista para prestar o tributo. O repertório fez uma viagem cronológica na carreira de Carvalho, começando por Andança, Camarão Que Não Nada a Onda Leva, gravada em parceria com Zeca Pagodinho, Vou Festejar e Coisinha do Pai.

Foto: Amannda Oliveira

A sambista olindense Gerlane Lops foi a penúltima atração da noite e trouxe ao palco um show marcado pelo seu trabalho autoral com músicas como " Samba da Branca", " Obá Obá" e o " O Samba Chegou". Homenageada no carnaval pernambucano de 2019, Gerlane marcou sua oitava participação no FIG 

Foto:Fernando Figueirôa 

Uma das mais esperadas atrações da noite foi o show da sambista Alcione. Músicas como a autoral “Estranha Loucura” e “Juízo Final”, “Você Me Vira a Cabeça” e  “Não Deixa o Samba Morrer” embalaram o repertório da cantora.

Amannda Oliveira