Documentário pernambucano que fala sobre a Super Oara estreia no Festival do Rio

Foto: Divulgação
Parceiros em filmes como Amor, Plástico e Barulho (2013) e os premiados curtas Superbarroco (2008) e Praça Walt Disney (2011), o diretor Sergio Oliveira e a roteirista Renata Pinheiro estarão no Festival do Rio, nesta quarta-feira (12), representando Pernambuco com o documentário Super Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos.
Concorrente da Mostra Competitiva Premiére Brasil, o filme terá exibições também na quinta-feira (13) e na sexta (14). O longa é produzido pela Aroma Filmes, e conta com patrocínio do Programa Petrobras Cultural e incentivo do Governo de Pernambuco por meio do Funcultura. ”Além de ser um festival de muita visibilidade, é o único filme pernambucano dentro da mostra e que tem tudo a ver com o nosso momento político“, comenta o diretor Sérgio Oliveira.
Filmado por dois anos e meio, entre 2013 e 2015, em Arcoverde, no Sertão pernambucano, o documentário mostra, em tom fabular, o contraste social de uma cidade tomada por jumentos e motos nas ruas, enquanto a cinquentenária orquestra de baile Super Oara, de Arcoverde, anima festas de debutantes.
“De início, pensávamos em  algo mais focado na banda, mas, no decorrer das filmagens, o filme acabou revelando um contexto mais amplo e se tornou o reflexo de um alargamento de fronteira dentro do Sertão. Ficamos impressionados com a transformação da paisagem e suas contradições, com os animais que são muito presentes na cidade e com a cultura como forma de resistência. Acabamos dando um recorte mais etnográfico”, explica Sérgio Oliveira.
A experimentação estética adquire um novo potencial com o tom fabular, que se manifesta através da câmera que acompanha o jumento. Personagem condutor do filme, e também um imigrante à margem da dita prosperidade econômica, ele observa a realidade mais que o homem que o escraviza e, nesse processo de personificação, acaba por interagir em danças e andanças por uma cidade já desmistificada.
A música é outro elemento importante no documentário, funcionando como um ponto de ligação entre o homem e o jumento. Músicas como “New York, New York”, hino na voz de Frank Sinatra; “Smooth Criminal”, de Michael Jackson; “La Vie em Rose”, canção famosa com Édith Paif; e “A Morte do Cisne”, de Tcchaicovsky, compõem a trilha sonora de ar cosmopolita no Sertão. Manifestações populares como o bumba-meu-boi e a participação do grupo Reizado de Caraíbas também participam do longa.
A estreia comercial de Super Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos está prevista para o primeiro semestre de 2017. Contemplada pelo Funcultura Audiovisual, a distribuição do filme  está prevista nas principais capitais do país e também em cidades do interior do Nordeste, a exemplo de Campina Grande, Caruaru e Petrolina. Os diretores também pretendem fazer exibições mistas e em formatos diferenciados, uma deles junto à Orquestra Super Oara.
Fundarpe

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