Segunda noite do Festival de Inverno é marcada pelo feminismo e personalidade forte de Andrea Amorim, Larissa Luz, Karina Buhr e Elza Soares


Uma noite pra ficar marcada no Festival de Inverno de Garanhuns. É assim que o público que se encontrava na Praça Mestre Dominguinhos se referia a primeira noite de apresentações no palco principal do Fig. Uma noite marcada pela força e personalidade da mulher, e por gritos de não ao racismo, não a violência contra a mulher e fora Temer.

Quem abriu a noite foi a cantora garanhuense Andrea Amorim que apresentou o seu show " Intravenoso" . E o nome do show não poderia ter sido melhor escolhido. Dona de uma personalidade forte, Andrea explodiu no palco com um repertório de rock autoral com " Eu vou voar"  e " Solidão que te atormenta" , clássicos da nossa música como "Brasil", de Cazuza. Música de nomes como Janes Joplin e Rolling Stones não foram esquecidos. O público cantou com Andrea todo repertório.


Larissa Luz não deixou o público perder o ritmo. Subiu ao palco do festival, com o seu "Território Conquistado" é um disco feminino libertador, prendeu a atenção das pessoas que se encantaram com a presença de palco da cantora baiana que  trouxe músicas como "Descolonizada" ,"Bonecas Pretas" e a música que dá nome ao disco " Território Conquistado". A cantora homenageou Nina Simone no seu show.


A baiana radicada em Pernambuco Karina Buhr, trouxe a Garanhuns o seu mais novo disco "Selvática", lançado em 2015 . Com composições que abordam a temática feminista, como em Eu Sou Um Monstro, Conta gotas, Dragão, Esôfago Desperdiço-te-me também estavam no setlist do show, cantadas em coro pelo público. 


Aos 78 anos de idade , Elza Soares abriu o show em garanhuns com uma música quase súplica " Me deixem cantar, cantar até o fim", com os movimentos limitados devido a uma lesão na coluna a "Mulher do Fim do Mundo", mostrou ao público que a música a alimenta, sustenta e renova. Um show carregado de emoção, de dor e de gritos de não violência contra a mulher, de não ao preconceito racial  como em " a Carne" e de gritos de fora Temer vindos do público imortalizaram uma noite de shows inesquecíveis e de uma troca belíssima com as pessoas, marca registrada do festival de inverno.

Amannda Oliveira

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