Pontos de Cultura aquecem a Programação do Festival de Inverno de Garanhuns

Foto: Amannda Oliveira

Fortalecendo iniciativas realizadas por Pontos e Pontões de Cultura de diversas regiões pernambucanas, o Casarão dos Pontos de Cultura vai abrir suas portas em mais um Festival de Inverno de Garanhuns. Na programação, oficinas e apresentações gratuitas protagonizadas por fazedores e militantes da cultura no estado. A iniciativa é do Sistema Secult/Fundarpe, através do Programa Cultura Viva em Pernambuco. 

Em mais uma edição do FIG, há ainda um palco especialmente montado no Parque Euclides Dourado para receber apresentações dos grupo. A abertura do polo caberá ao grupo indígena Yaathê Thudia, do Ponto de Cultura Fulni-ô. “O grupo foi originado há 8 anos pelo professor Ricardo Veríssimo, na zona rural de Águas Belas. Além de nossas tradições, estaremos interpretando danças e músicas conhecidas nacionalmente, mas em versões da nossa língua (iatê)”, explicou Iara de Cruz, coordenadora do Ponto. O grupo se apresenta na quarta-feira (27), demonstrando cantos e danças indígenas, com a participação de crianças na faixa etária dos 8 aos 12 anos. 

Outro destaque do polo é o espetáculo ‘Vai de Retro! – Teatro de Bonecos’, promovido pelo Ponto de Cultura Bonecos de Pernambuco. “Trazemos à tona temas envolvendo mazelas brasileiras, como a fome e a insegurança pública. O teatro de mamulengos é composto por cenas do cotidiano popular, agregando reflexões de forma bem humorada, especialmente para que as crianças possam compreender facilmente”, explicou Jorge Costa, coordenador do Ponto de Cultura fundado em 2009, no Recife e que, pela primeira vez vai apresentar um de seus espetáculos no FIG.

Já na sexta-feira (29), além da mostra dos resultados de oficinas de moda e da apresentação do projeto Orun Santana: Processo Meia Noite, promovido pelo Ponto de Cultura Daruê Malungo, acontecerá às 18h o ‘Cortejo de uma Nação’, do Ponto de Cultura Aurora Cultural. Quarenta e cinco integrantes, entre rei, rainha, batuqueiros e catirinas vão tomar o Parque Euclides Dourado em um momento de celebração e homenagens: “No cortejo, vamos divulgar nossas tradições Nagô e subir ao palco em uma homenagem especial a Naná Vasconcelos”, adiantou Fábio Sotero, presidente da agremiação.

De acordo com Tarciana Portella, gerente de Formação Cultural da Secult-PE, “além dos selecionados em Convocatória específica para ocupação do polo, outras 19 entidades também integram a programação do festival”.

Apresentações artísticas:
Local: Parque Euclides Dourado

Quarta-feira, 27/7
18h – Yaathê Thudia – Ponto de Cultura Fulni-ô

Quinta-feira, 28/7
18h – Vai de Retro! – Teatro de Bonecos – Ponto de Cultura Bonecos de Pernambuco

Sexta-feira, 29/7
16h – Ponto de Cultura também é moda: Mostra dos resultados das oficinas
17h30 – Orun Santana: Processo Meia Noite – Ponto de Cultura Daruê Malungo
18h – Cortejo de uma Nação – Ponto de Cultura Aurora Cultural


Oficinas:

As cinco oficinas do VI Casarão dos Pontos de Cultura estarão disponíveis ao público no horário das 13h às 17h, na Escola Henrique Dias (Rua Pedro Rocha, 296 – Heliópolis, ao lado do Corpo de Bombeiros). As inscrições podem ser realizadas a partir desta segunda-feira (18) até a sexta-feira (22), no horário das 8h às 16h.


1 - Oficina Cuidando dos Cuidadores/Professores em Educação Musical (Escola Comunitária de Música da Bomba do Hemetério) 
Instrutor: Ms. Givanildo Amâncio (Maestro Gil)
Mestrado em Educação – Ensino da Música Universidade Nova de Lisboa.
Membro fundador da Associação Brasileira de Canto Coral
Monitora: Luciana Maria de Castro Batista
Público alvo: professores e estudantes
Vagas: 25
Resumo: “Quem Canta… Seus Males Espanta…” – A ação em pauta busca compartilhar possibilidades de vivência musical e iniciação musical. Introduzir à linguagem musical como estratégia de qualidade de vida e aumento do (IF) índice de felicidade.
Venha relaxar, passear, cantar, interagir, formar amizades e se tornar mais feliz cantando no coletivo para ser mais feliz.

2 - Oficina Paramenta Orixá (Ponto de Cultura Herança e Resgate)
Instrutor: Paulo Sérgio
Monitora: Simoni França
Público alvo: adolescentes, jovens e terceira idade
Vagas: 20
Resumo: O Candomblé é uma religião derivada do animismo africano onde se cultua os orixás que embelezam os nossos festejos religiosos, entendendo a relação entre as cores e os orixás e seus significados. A respectiva oficina busca não só construir junto com os participantes as paramentas dos orixás das nações de matriz africana e dos afoxés de Recife-Pe, mas também trabalhar conteúdo teórico sobre os orixás e as respectivas indumentárias.

3 – Oficina de Bordado (Promoção da Autoestima das Mulheres Artesãs e Quilombolas de Passira)
Instrutora: Luzinete Maria da Silva
Monitora: Maria Lúcia Firmino
Público alvo: adolescentes, jovens e terceira idade
Vagas: 25
Resumo: Tem o objetivo de disseminar a arte do bordado à mão, permitindo aos participantes não só aquisição de um saber tradicional, como também uma forma de obter uma renda extra, haja vista o saber adquirido na própria oficina. Na ocasião será trabalhado: Bainha Aberta; Ponto de Casear e Ponto Cheio. Vale salientar que a arte do Bordado age como uma atividade terapêutica na medida que trabalha a mente buscando aliviar as tensões do dia a dia.

4 – Oficina de Confecção de Bolsa em Couro, Corino, Napa (Seu Malaquias o Gigante do Alto)
Instrutora: Maria Aparecida da Silva;
Monitora: Sasha Monaliza Medeiros;
Público alvo: adolescentes, jovens e terceira idade
Vagas: 15
Resumo: Busca ensinar o processo de construção de bolsa, tendo a napa, courino e o couro como matéria prima. Será apresentado o passo a passo da confecção de bolsa; como medir, cortar, costurar e escolher o modelo a ser produzido. A respectiva oficina viabiliza a aquisição de uma renda extra, haja vista a aquisição do saber adquirido e colocado em prática. Cada participante terá a oportunidade de confeccionar a sua própria bolsa de forma criativa.

5 – Oficina de Customização de Peças em Tecidos (Vivendo Nossas Raízes)
Instrutor: Luís Jurandir Barreto Junior
Monitora: Cíntia Cristina Alves
Público alvo: adolescentes, jovens e terceira idade
Vagas: 20
Resumo: A oficina terá como foco a customização utilizando diversos elementos: pedraria, elementos naturais (como sementes, folhas, cabaças e etc…) e materiais recicláveis, na transformação do velho deixando-o com cara de novo, transformando algo que talvez fosse descartado, em algo inovador e personalizado, “peça exclusiva”. A customização tem um foco na descoberta da criatividade, pois além de uma boa terapia, pessoal é considerado uma ação de auto sustentabilidade individual e coletiva, dependendo da comunidade a ser contemplada, é uma fonte de renda familiar quando pensada para este fim.

Fundarpe

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