Coluna Conetados com Deus


O conhecimento na pós-modernidade

Gênesis  3: 1 – 11
Quando Deus criou o homem e mulher lhe deu a possibilidade de conhecer o suficiente para ser feliz e confiar no seu eterno cuidado de Pai ou a possibilidade de mergulhar em uma busca desenfreada de conhecimentos que os consumiriam e o fariam incapazes de discernir os caminhos.
A tentação do Diabo foi justamente o fato de que Adão e Eva se tornariam conhecedores das coisas tanto quanto o próprio Deus. E assim eles seduzidos e fascinados por esta possibilidade, cederam à tentação. E de fato, eles tiveram seus olhos abertos para uma série de coisas que estavam despercebidas a sua realidade.
O problema é que todo esse conhecimento e informações não facilitaram a vida deles. Pelo contrário, criou problemas relacionais entre eles. Nudez exposta, vergonha e acusações mútuas passaram a fazer parte da relação conjugal. Do ponto de vista do relacionamento com Deus, eles foram invadidos por um medo da voz de Deus, medo que provocou uma atitude de fuga da presença de Deus.
Essa história muito antiga, parece se encaixar perfeitamente com o estilo de vida da sociedade atual. Estamos buscando cada vez mais informações que nos possam enriquecer de conhecimento para viver melhor. Mas paradoxalmente, quanto mais sabemos, pior vivemos.

Nunca buscamos tantas informações sobre a vida conjugal e relação a dois e nunca tivemos tantos divórcios. Nunca conhecemos tantas pessoas e seus hábitos e costumes e nunca vimos tantas pessoas sofrendo por causa da solidão. Nunca conhecemos tantos prazeres e sabores e nunca nos sentimos tão tristes e vivendo sem sentido. Nunca lemos e buscamos conhecimento da vida transcendental e nunca nos vimos tão distantes e perdidos nesta busca por Deus. E a exemplo de Adão e Eva, sentimos que a voz de Deus é estranha e assustadora.  E também a exemplo deles, a fuga tem sido a opção de muitos.

Agora havia algumas informações que o pecado de Adão e Eva revelou e eles não perceberam. Primeiro, eles não perceberam que sua nudez não era novidade para Deus e que, sendo assim, nunca foi um problema na relação entre eles. Segundo, eles não perceberam que a decisão de se esconder da presença de Deus, não levaria Deus a desistir de busca-los com sua graça e amor. E em ultimo lugar, eles não perceberam que o desejo de adquirir conhecimentos que levassem eles a ter um viver divorciado da presença de Deus, não diminuiria o cuidado, providência e socorro divino na direção deles.

Não importa o quanto conhecemos acerca da vida e do mundo, se nos faltar o conhecimento acerca desse Deus apaixonado, que em seu Santo Amor, busca e cuida de todos, mesmo diante de todas as nossas insistentes tentativas frustradas de armazenar conhecimentos eu nos leve a ter uma vida autônoma dEle.

A Bíblia nos diz no Evangelho de João que “há um conhecimento verdadeiro que traz libertação” (João 8:32), e essa verdade é Cristo Jesus crucificado pelos nossos pecados. Não queira saber muito, busque saber só o suficiente para viver em Deus e para Deus. Só o pleno conhecimento da graça e amor  revelado na cruz de Cristo pode produzir vida abundante em você. Só este conhecimento pode fazer  você ser uma boa companhia para o outro, um bom esposo ou esposa, um bom pai, uma boa mãe, um bom filho.

Nesses dias de tantas informações e conhecimentos disponíveis a todos nós,  que possamos resistir as tentações e seduções do acúmulo de conhecimentos que gera soberba vida divorciada de Deus e mais, que possamos ter discernimento para buscar a sabedoria e o conhecimento que nos aproxime da presença deste cuidado e amor paternal do nosso Deus.

Paz e bem,
Osvaldo Nascimento

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